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Petrópolis,29/02/2024

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Pedro Tostes

"O Impacto da Instantaneidade na Sociedade Contemporânea e a Ansiedade"

Duas décadas atrás, éramos contemplados com músicas e filmes atemporais que ainda nos emocionam hoje

Imagem de Freepik

Vivemos em tempos de rápidas mudanças, onde a sociedade contemporânea está passando por transformações constantes e profundas. Quando olhamos para o que era a vida há 10 ou 20 anos, é nítido o quanto nosso mundo se transformou. Embora essas mudanças tenham trazido facilidades significativas, como o avanço tecnológico, elas também desencadearam mudanças culturais e comportamentais.

Duas décadas atrás, éramos contemplados com músicas e filmes atemporais que ainda nos emocionam hoje. No entanto, nossa era é caracterizada por uma cultura de consumo efêmero. Hits musicais e entretenimento audiovisual deslumbram por um breve período e, em seguida, desvanecem, quase como produtos com data de validade.

Essa dinâmica de consumo rápido também se aplica às fotografias. Antigamente, fotografias capturadas em filme eram reveladas e guardadas com carinho, carregando consigo significados profundos. Eram mais do que meros registros; eram memórias de valor sentimental.

Nesse cenário em constante evolução, surge uma questão preocupante: nossa abordagem em relação à saúde mental. Cada vez mais, as pessoas buscam soluções rápidas, seja através do autodiagnóstico na internet ou consultando profissionais apenas para obter receitas de medicamentos. A ansiedade, uma condição que afeta um número crescente de pessoas, parece estar intimamente ligada ao ritmo frenético de nossa sociedade.

A incessante busca por satisfação imediata e respostas rápidas tem gerado um aumento nos níveis de ansiedade. Vivemos em um mundo que exige rapidez, da comida rápida que atende à nossa impaciência à pressão constante de sermos proficientes em todas as áreas de nossas vidas.

É fundamental questionarmos até onde estamos dispostos a sacrificar nossa humanidade, empatia e a capacidade de apreciar a vida como algo precioso e profundo. Nossa existência vai além da busca por prazeres efêmeros; temos a responsabilidade de deixar um legado valioso para a sociedade.

Isso implica em ensinar às próximas gerações a importância da cidadania responsável e da reflexão sobre nossas ações. Não se trata apenas de remediar sintomas superficiais, mas de buscar tratamentos profundos e duradouros. Devemos questionar o legado que estamos deixando e avaliar se estamos satisfeitos com a herança de nossos antecessores.

Em um mundo onde a ansiedade parece estar ligada ao imediatismo, é crucial que não nos limitemos a aliviar os sintomas, mas a tratar as causas subjacentes. Afinal, nossa sociedade contemporânea requer mais do que uma resposta instantânea; ela demanda uma reflexão profunda e ação consciente.



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