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Petrópolis,29/02/2024

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Taxa de desocupação no Brasil cai para 7,7% no terceiro trimestre de 2023

As maiores taxas de desocupação foram observadas na Bahia (13,3%), Pernambuco (13,2%) e Amapá (12,6%)


Taxa de desocupação no Brasil cai para 7,7% no terceiro trimestre de 2023 Foto: Reprodução

No terceiro trimestre de 2023, a taxa de desocupação no Brasil registrou uma queda para 7,7%, indicando uma diminuição de 0,4 ponto percentual em relação ao segundo trimestre deste ano (8,0%) e 1,0 ponto percentual em comparação com o mesmo período de 2022 (8,7%).

De acordo com os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em relação ao trimestre anterior, houve redução nas taxas de desocupação em três das 27 Unidades da Federação (UFs): São Paulo (7,8% para 7,1%), Maranhão (8,8% para 6,7%) e Acre (9,3% para 6,2%). No entanto, houve um aumento em Roraima, passando de 5,1% para 7,6%. As demais 23 UFs mantiveram estabilidade em suas taxas.

As maiores taxas de desocupação foram observadas na Bahia (13,3%), Pernambuco (13,2%) e Amapá (12,6%), enquanto as menores taxas foram registradas em Rondônia (2,3%), Mato Grosso (2,4%) e Santa Catarina (3,6%).

Os números também revelaram disparidades em relação a gênero e raça. A taxa de desocupação foi de 6,4% para homens e 9,3% para mulheres. Além disso, as taxas foram abaixo da média nacional (7,7%) para os brancos (5,9%) e acima para pretos (9,6%) e pardos (8,9%).

No que diz respeito à escolaridade, a taxa de desocupação para pessoas com ensino médio incompleto foi de 13,5%, enquanto para aqueles com nível superior incompleto foi de 8,3%, mais que o dobro da taxa verificada para o nível superior completo (3,5%).

Outro índice considerado foi a taxa composta de subutilização da força de trabalho, que inclui desocupados, subocupados por insuficiência de horas trabalhadas e na força de trabalho potencial em relação à força de trabalho ampliada. Esse índice foi de 17,6% no terceiro trimestre de 2023, com o Piauí (38,4%), Bahia (32,8%) e Sergipe (31,8%) apresentando as maiores taxas, e Rondônia (5,3%), Santa Catarina (6,1%) e Mato Grosso (8,4%) registrando as menores taxas.

A análise também incluiu dados sobre a formalidade do emprego, onde a taxa de empregados com carteira assinada no setor privado foi de 73,8%. Santa Catarina (87,8%), Rio Grande do Sul (82,7%) e Paraná (80,9%) apresentaram os maiores percentuais, enquanto Maranhão (49,9%), Piauí (52,3%) e Tocantins (52,7%) tiveram os menores.

Além disso, foram observados aspectos relacionados à renda, com o rendimento médio real mensal habitual atingindo R$ 2.982, indicando um crescimento em comparação ao trimestre anterior (R$ 2.933) e ao mesmo trimestre de 2022 (R$ 2.862). O rendimento também variou regionalmente, com aumento nas regiões Sul e Sudeste.

Esses dados revelam um panorama complexo da situação do mercado de trabalho no Brasil, evidenciando variações significativas em diferentes regiões e grupos sociais, o que destaca a necessidade de políticas abrangentes para lidar com as disparidades existentes.


Taxa de desocupação

A taxa de desocupação, também conhecida como taxa de desemprego, é um indicador que expressa a proporção da força de trabalho (pessoas economicamente ativas) que está desempregada e procurando ativamente por emprego em relação ao total de pessoas economicamente ativas. Essa taxa é geralmente expressa em percentual.

Ela é calculada considerando o número de pessoas desocupadas (que não estão trabalhando, estão disponíveis para trabalhar e procuraram emprego ativamente nas últimas semanas) dividido pelo número total de pessoas na força de trabalho (soma das pessoas desocupadas e ocupadas).

A taxa de desocupação é fundamental para entender a saúde econômica de um país ou região, pois oferece insights sobre a dinâmica do mercado de trabalho. Serve como um indicador-chave para governos, economistas, empresas e organizações entenderem a eficácia das políticas públicas de emprego, a demanda por mão de obra, o nível de atividade econômica e até mesmo o grau de confiança dos consumidores.

Além disso, a taxa de desocupação é um fator importante para avaliar o bem-estar social de uma população, já que o desemprego pode ter impactos significativos no nível de vida das pessoas, na pobreza, na saúde mental e no desenvolvimento social.

É essencial analisar a taxa de desocupação em conjunto com outros indicadores econômicos e sociais para ter uma visão mais completa da situação do mercado de trabalho e para orientar políticas que visam reduzir o desemprego e promover um ambiente econômico saudável e equitativo.

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