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Petrópolis,27/02/2024

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Governo do Estado afirma ter gerado prejuízo de R$ 13 bilhões ao crime organizado

No último ano, foram recuperados 478 ativos, incluindo imóveis, fundos, criptomoedas e outros bens.


Governo do Estado afirma ter gerado prejuízo de R$ 13 bilhões ao crime organizado Foto: Divulgação

Ao longo do período entre novembro de 2022 e novembro de 2023, o Departamento Geral de Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro da Polícia Civil do Rio de Janeiro (DGCOR-LD) reportou um bloqueio superior a R$ 13 bilhões em bens e valores pertencentes a organizações criminosas no estado. Além disso, o Gabinete de Recuperação de Ativos (GRA) conseguiu recuperar aproximadamente R$ 253 milhões, recursos que foram revertidos para investimentos estratégicos no aparelhamento policial e em tecnologia, bem como para remuneração de agentes e outros serviços de segurança.

O governador Cláudio Castro expressou a importância da quebra da cadeia financeira das facções criminosas, enfatizando a necessidade de uma abordagem integrada com o Ministério da Justiça para fortalecer os resultados investigativos da Polícia Civil. Nesse sentido, o Departamento Geral de Combate à Corrupção será realocado para um espaço estratégico, o prédio da Agência Central de Inteligência, onde será implantado o Comitê de Inteligência Financeira e Recuperação de Ativos (Cifra) em uma área de 1.200 metros quadrados, proporcionando aos agentes todas as ferramentas essenciais para suas operações.

O DGCOR é composto por cinco órgãos distintos: Coordenadoria de Inteligência, Laboratório de Tecnologia de Combate à Lavagem de Dinheiro, e duas Delegacias, sendo uma de Combate à Corrupção e outra de Combate às Organizações Criminosas. Além disso, o Gabinete de Recuperação de Ativos visa restaurar o patrimônio confiscado das organizações criminosas, permitindo a realocação desses recursos para benefício do Estado.

No último ano, foram recuperados 478 ativos, incluindo imóveis, fundos, criptomoedas e outros bens. Destacam-se os valores de R$ 30 milhões obtidos por meio de imóveis e R$ 10 milhões provenientes de embarcações. Segundo o Diretor do DGCOR, Delegado Gustavo Ribeiro, a descapitalização das organizações criminosas é uma ação essencial para reduzir seu poder de atuação e enfraquecê-las.

Os recursos recuperados têm permitido a contratação de grandes empresas multinacionais de tecnologia e softwares de análise, aprimorando a eficiência do Laboratório e das delegacias especializadas em lavagem de dinheiro.

O Cifra, formado por membros de diversas instituições, acelerará as investigações ao coletar, analisar e difundir dados financeiros para produzir conhecimento de inteligência financeira. Segundo o Delegado de Polícia Jefferson Ferreira, as investigações que antes levariam anos poderão ser concluídas em questão de meses, graças à integração e agilidade proporcionada pelo comitê.

O fluxo de informações e a capacidade analítica das delegacias especializadas serão intensificados com a contribuição dos 20 servidores estaduais e membros de outras instituições que compõem o Cifra. O Subsecretário de Inteligência da Polícia Civil, Flávio Porto, enfatizou que a chegada do comitê proporcionará maior velocidade e eficiência às investigações de natureza complexa.

O Ministério da Justiça já disponibilizou cerca de dez servidores para o Cifra, que atuarão em estreita colaboração com a Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e outros órgãos na luta contra o crime organizado e a lavagem de dinheiro.

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