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Petrópolis,23/04/2024

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Estado do Rio confirma décima morte por dengue em 2024

A informação foi divulgada pela Secretaria Estadual de Saúde


Estado do Rio confirma décima morte por dengue em 2024 Reprodução
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A Secretaria Estadual de Saúde, através do Painel de Arboviroses do Centro de Inteligência em Saúde, confirmou nesta quinta-feira (29), a décima morte em decorrência da dengue no ano de 2024 em todo o Estado do Rio de Janeiro. Até o momento, foram registrados 82.420 casos prováveis da doença. 

Na última quarta-feira (21), o governador Cláudio Castro anunciou que o Rio de Janeiro está vivendo uma epidemia de dengue. Desde janeiro, já foi registrado um número 20 vezes maior do que o esperado para o período. 

“A gente acha que é uma ação importante para a gente trabalhar com tranquilidade. Decretamos a epidemia por um alto indicie populacional. Decretando a epidemia, tiramos a burocracia para fazer um atendimento mais rápido”, disse Castro.

A quase totalidade dos óbitos por dengue é classificada pela pasta como evitável e depende, na maioria das vezes, da qualidade da assistência prestada e organização da rede de serviços de saúde.

Sinais e sintomas 

A dengue é uma doença febril aguda, sistêmica, dinâmica, debilitante e autolimitada. A maioria dos doentes se recupera, porém, parte deles podem progredir para formas graves, inclusive virem a óbito. A quase totalidade dos óbitos por dengue é evitável e depende, na maioria das vezes, da qualidade da assistência prestada e organização da rede de serviços de saúde.

Todo indivíduo que apresentar febre (39°C a 40°C) de início repentino e apresentar pelo menos duas das seguintes manifestações - dor de cabeça, prostração, dores musculares e/ou articulares e dor atrás dos olhos – deve procurar imediatamente um serviço de saúde, a fim de obter tratamento oportuno. No entanto, após o período febril deve-se ficar atento. Com o declínio da febre (entre 3° e o 7° dia do início da doença), sinais de alarme podem estar presentes e marcar o início da piora no indivíduo. Esses sinais indicam o extravasamento de plasma dos vasos sanguíneos e/ou hemorragias, sendo assim caracterizados:

  • Dor abdominal (dor na barriga) intensa e contínua; 
  • Vômitos persistentes;
  • Acúmulo de líquidos em cavidades corporais (ascite, derrame pleural, derrame pericárdico);
  • Hipotensão postural e/ou lipotimia;
  • Letargia e/ou irritabilidade;
  • Aumento do tamanho do fígado (hepatomegalia) > 2cm;
  • Sangramento de mucosa; 
  • Aumento progressivo do hematócrito.

Passada a fase crítica da dengue, o paciente entra na fase de recuperação. No entanto, a doença pode progredir para formas graves que estão associadas ao extravasamento grave de plasma, hemorragias severas ou comprometimento de grave de órgãos, que podem evoluir para o óbito do indivíduo. 

Todas as faixas etárias são igualmente suscetíveis à doença, porém indivíduos com condições preexistentes com as mulheres grávidas, lactentes, crianças (até 2 anos) e pessoas > 65 anos têm maiores riscos de desenvolver complicações pela doença.

Transmissão 

O vírus da dengue (DENV) pode ser transmitido ao homem principalmente por via vetorial, pela picada de fêmeas de Aedes aegypti infectadas. Transmissão por via vertical (de mãe para filho durante a gestação) e por transfusão de sangue são raros.

Prevenção

É importante entender que ao adotar medidas de controle ao vetor após a introdução de um ou mais sorotipos novos do vírus da dengue, a possibilidade de se interromper a transmissão é reduzida, uma vez que há elevada densidade vetorial. Além disso, o tempo que decorre até a redução das populações de Aedes aegypti é muito maior que a velocidade de circulação viral, pois nessas circunstâncias a população sob risco é de suscetíveis. Quando a epidemia se instala, esta segue seu curso e as ações de controle vetorial mostram pouca ou nenhuma efetividade. Muitas das vezes, a redução do número de pessoas que adoecem ocorre "naturalmente", mais em função da imunidade de grupo que vai se estabelecendo do que pelos resultados obtidos com as ações de controle estabelecidas.

Portanto, em períodos fora da sazonalidade da doença é que ações preventivas devem ser adotadas. É o momento ideal para manutenção de medidas que visem impedir epidemias futuras. Nesse sentido, além das ações realizada pelos agentes de saúde, a população deve fazer a sua parte:

Uso de telas nas janelas e repelentes em áreas de reconhecida transmissão;

Remoção de recipientes nos domicílios que possam se transformar em criadouros de mosquitos;

Vedação dos reservatórios e caixas de água;

Desobstrução de calhas, lajes e ralos;

Participação na fiscalização das ações de prevenção e controle da dengue executadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Tratamento

O tratamento é baseado principalmente na reposição de líquidos adequada. Por isso, conforme orientação médica, em casa deve-se realizar:

  • Repouso;
  • Ingestão de líquidos;
  • Não se automedicar e procurar imediatamente o serviço de urgência em caso de sangramentos ou surgimento de pelo menos um sinal de alarme;
  • Retorno para reavaliação clínica conforme orientação médica.

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