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Petrópolis,19/06/2024

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Água potável perdida no Brasil em 2022 abasteceria o RS por mais de cinco anos

A pesquisa, intitulada “Estudo de Perdas Água 2024” foi divulgada nesta quarta-feira (5), e mostra a situação de saneamento básico do país.


Água potável perdida no Brasil em 2022 abasteceria o RS por mais de cinco anos Foto: Steve Johnson/Pexels
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Um estudo realizado pelo Instituto Trata Brasil, através do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), apontou que a água perdida durante o processo de distribuição em 2022, abasteceria toda a população do Rio Grande do Sul. A pesquisa, intitulada “Estudo de Perdas Água 2024” foi divulgada nesta quarta-feira (5), e mostra a situação de saneamento básico do país. 

As fortes chuvas que caíram sobre o Rio Grande do Sul causaram diversos alagamentos que deixaram a região em estado de calamidade. O estado sofreu com falta de água potável durante a tragédia climática no mês de maio de 2024. De acordo com a Corsan, concessionária que administra a distribuição hídrica, 906 mil pessoas ficaram sem água potável no auge das enchentes. 

Em 2022, cerca de 7 bilhões de metros cúbicos de água foram perdidos no país durante a distribuição. O número equivale a 7.636 piscinas olímpicas de água tratada desperdiçadas diariamente ou mais de sete vezes o volume do Sistema Cantareira – o maior conjunto de reservatórios do estado de São Paulo. 

O que é perda de água?

De acordo com Instituto Trata Brasil, no processo de abastecimento de água, pode haver perdas por vários motivos, como vazamentos, erros de medição e consumos não autorizados. Esses desperdícios trazem impactos negativos ao meio ambiente, à receita e aos custos de produção das empresas, o que deixa mais caro o sistema como um todo, prejudicando, em última instância, todos os usuários.

Apesar disso, segundo o estudo, não ter perdas no sistema é algo inviável por limites econômicos, já que em determinado ponto, o custo fica superior ao do volume recuperado. Existe um volume mínimo de perdas dadas as tecnologias atuais de materiais, ferramentas e logística. 

No Brasil, a determinação de nível aceitável de perdas de água foi definida pela Portaria 490/2021, do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR). A pasta indica que para um município contar com níveis excelentes de perdas, deve ter no máximo 25% em perdas na distribuição e 216L/ligação/dia em perdas por ligação.

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