Ônibus da Turp seguem parados e Prefeitura afirma que tenta normalizar operação
A paralisação começou durante a madrugada e afeta a circulação dos ônibus na cidade
Foto: Pedro Licht / GIRO Serra Motoristas da Turp Transporte seguem parados nesta quinta-feira (17), em Petrópolis. A paralisação começou durante a madrugada e afeta a circulação dos ônibus na cidade.
O movimento ocorre um dia após a retirada de 32 ônibus de circulação, determinada pela CPTrans, e mudanças na operação de diversas linhas.
A Prefeitura, que atualmente conduz a intervenção na empresa, informou que atua para tentar normalizar o serviço. O Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Petrópolis confirmou as reivindicações apresentadas pelos funcionários.
Em nota, o Sindicato informou que sua diretoria esteve na garagem da Turp após tomar conhecimento da paralisação para conversar com os trabalhadores e compreender as reivindicações apresentadas pela categoria.
Segundo a entidade, os trabalhadores decidiram realizar a paralisação diante dos últimos acontecimentos envolvendo a empresa e o sistema de transporte público de Petrópolis.
Entre as reivindicações estão a intervenção total na operação da empresa, o pagamento de férias em atraso e a garantia de que não sejam realizados descontos nos salários dos trabalhadores referentes aos dias de paralisação.
A categoria também pede que, em caso de encerramento das atividades, venda ou transferência da empresa, sejam assegurados integralmente os direitos trabalhistas dos funcionários, incluindo valores que eventualmente estejam em atraso.
O Sindicato informou ainda que sua diretoria se dirigiu à sede da Prefeitura para uma reunião com o prefeito, com o objetivo de apresentar formalmente as reivindicações e buscar encaminhamentos para a situação.
Prefeitura tenta normalizar operação
Em nota, a Prefeitura de Petrópolis informou que, por meio da equipe de intervenção e da Companhia Petropolitana de Trânsito e Transportes (CPTrans), atua desde as primeiras horas desta quinta-feira para normalizar a operação da Turp.
Segundo o município, a Comissão de Intervenção mantém diálogo aberto e constante com os rodoviários para entender as demandas da categoria e buscar uma solução para a paralisação.
A Prefeitura afirmou que o objetivo prioritário é garantir que os profissionais retornem aos postos de trabalho o mais rápido possível, assegurando a retomada integral do serviço.
Equipes da CPTrans também estão nos terminais rodoviários orientando os passageiros e tentando minimizar os impactos da paralisação.
Mudanças na operação
A paralisação ocorre um dia após a retirada de 32 ônibus de circulação, determinada pela CPTrans. Após a medida, a intervenção da Turp anunciou um plano emergencial com alterações na operação de diversas linhas.
Ao todo, 15 linhas foram temporariamente suspensas ou absorvidas por outros trajetos. As mudanças começaram a valer à 0h desta quinta-feira (17), com o objetivo de concentrar os veículos disponíveis e reorganizar a operação diante da redução da frota.
Ação do MPRJ
Também na quarta-feira (16), o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) ajuizou uma ação civil pública solicitando o fim do contrato de concessão da Turp e o afastamento da empresa da operação do transporte coletivo. O órgão também pediu que a Prefeitura assuma as linhas ou realize uma nova licitação.
A Prefeitura, que atualmente conduz a intervenção na empresa, acompanha os desdobramentos da ação.





COMENTÁRIOS