Parar de apostar melhora finanças de 52% dos ex-jogadores, aponta levantamento
Falta de retorno financeiro aparece como principal motivo para abandonar as apostas; entre jovens de 25 a 34 anos, impacto no orçamento é ainda maior
Foto: Freepik Abandonar as apostas pode fazer uma diferença significativa na organização financeira. É o que aponta um levantamento nacional realizado pela fintech de crédito meutudo. Segundo os dados, 52% das pessoas que deixaram de apostar afirmaram ter conseguido organizar melhor as finanças pessoais depois de abandonar as plataformas de jogos.
O levantamento foi realizado em fevereiro de 2026 com participantes de diferentes regiões do país e buscou entender como as apostas estão inseridas no orçamento das famílias e quais são os efeitos provocados pela decisão de parar de jogar.
Entre os apostadores que continuam utilizando as plataformas, 48% afirmam enxergar os jogos principalmente como uma possibilidade de conseguir uma renda extra no fim do mês. A percepção, porém, nem sempre corresponde aos resultados obtidos. Embora 62% dos entrevistados digam gastar até R$ 50 por mês com apostas e 58% afirmem estabelecer previamente um limite de dinheiro, 35% dos usuários ativos relatam apostar semanalmente.
O problema aparece com mais clareza quando o dinheiro destinado às apostas passa a competir com outras despesas. De acordo com o levantamento, 31% dos participantes já utilizaram recursos que originalmente seriam destinados a outras necessidades para realizar apostas.
Entre os jovens adultos, esse comportamento é ainda mais expressivo. Na faixa etária de 25 a 34 anos, 46% dos entrevistados afirmaram já ter utilizado dinheiro que tinha outra finalidade para financiar apostas. O percentual mostra como a prática pode afetar diretamente o orçamento justamente em uma fase da vida marcada por despesas, planejamento e construção de patrimônio.
Mesmo com esses impactos, a maioria dos apostadores ainda considera ter controle sobre os próprios gastos. Cerca de 89% dos usuários consultados afirmaram acreditar que controlam totalmente o dinheiro utilizado em jogos online ou loterias.
Entre aqueles que decidiram abandonar as apostas, o principal motivo está relacionado à falta de retorno financeiro. Segundo a pesquisa, 42% dos ex-jogadores afirmaram que deixaram de apostar porque perceberam que os ganhos não compensavam o dinheiro investido.
Outros 29% disseram ter interrompido a prática porque precisaram direcionar o dinheiro para despesas mais urgentes. A mudança de comportamento, segundo os entrevistados, também trouxe reflexos positivos para o planejamento financeiro.
Para 58% dos ex-apostadores, parar de jogar foi considerado um passo importante para alcançar objetivos financeiros de longo prazo. O resultado indica que a interrupção das apostas não representa apenas uma redução de gastos imediatos, mas pode abrir espaço para reorganizar o orçamento e estabelecer novas prioridades.
O efeito é ainda mais forte entre pessoas de 25 a 34 anos. Nesse grupo, 70% dos participantes afirmaram que deixar as apostas foi uma atitude fundamental para recuperar a organização das contas e melhorar a situação financeira.
Os números mostram que, apesar de parte dos usuários enxergar as apostas como uma alternativa para aumentar a renda, a experiência de quem abandonou as plataformas aponta para outro cenário. Para muitos ex-jogadores, interromper o hábito significou reduzir despesas, recuperar o controle do orçamento e voltar a direcionar o dinheiro para necessidades e objetivos de longo prazo.




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