Mais de 204 mil eleitores anulam voto para governador do RJ ao digitarem número 13 na urna
Os dados constam nos Registros Digitais de Voto (RDVs) das urnas eletrônicas
Foto: Valor Econômico Mais de 204 mil eleitores do Rio de Janeiro tiveram os votos anulados para governador após digitarem o número 13 na urna eletrônica durante o primeiro turno das eleições de 2026, realizado no domingo (4). Ao todo, foram registrados 204.309 votos nulos com o número 13 nas 37.675 seções eleitorais dos 92 municípios fluminenses. Os dados constam nos Registros Digitais de Voto (RDVs) das urnas eletrônicas.
Os RDVs são arquivos gerados pelas urnas que registram os votos confirmados, separados por cargo, incluindo os números digitados nos votos nulos. Os registros são embaralhados para preservar o sigilo do eleitor e, portanto, não permitem identificar quem realizou o voto nem relacionar votos de diferentes cargos a uma mesma pessoa.
O número 13, utilizado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa pela Presidência da República, não correspondia a nenhum candidato ao governo do Rio de Janeiro. No estado, Lula apoiava Eduardo Paes (PSD), que concorria ao cargo com o número 55.
Entre os números registrados em votos nulos para governador, o 13 ficou em segundo lugar, atrás apenas do 00, que foi digitado e confirmado em 344.840 votos anulados.
A quantidade de votos nulos com o número 13 representa 74,5% da votação de Anthony Garotinho (Republicanos), terceiro colocado na disputa, que recebeu 274.411 votos. A validade da votação de Garotinho ainda depende de uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre sua candidatura.
Os 204.309 votos anulados com o número 13 também correspondem a 86,8% da votação de William Siri (PSOL), quarto colocado, que obteve 235.347 votos.
O número de votos nulos com o 13 também supera a votação dos cinco candidatos que ficaram nas últimas posições da disputa. Juntos, Coronel Busnello (Missão), André Marinho (Novo), Juliete (UP), Cyro Garcia (PSTU) e Luan Monteiro (PCO) receberam 181.097 votos.
O resultado mostra o impacto do uso do número 13 na disputa pelo governo estadual, já que o algarismo estava associado à candidatura de Lula à Presidência, mas não a nenhum candidato ao governo do Rio de Janeiro.




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