Fluminense precisa superar retrospecto negativo para buscar virada histórica contra o Palmeiras na Libertadores
Após perder por 2 a 1 no Maracanã, Tricolor precisa vencer fora de casa para continuar sonhando com a final; equipe nunca reverteu uma derrota em casa em mata-mata da competição
Foto: Marcelo Gonçalves / Fluminense FC O Fluminense terá uma missão complicada para seguir na disputa pelo bicampeonato da Libertadores. Depois de perder por 2 a 1 para o Palmeiras no Maracanã, o Tricolor volta a campo nesta quarta-feira (21), às 21h30, no Nubank Parque, precisando de uma vitória para manter vivo o sonho de chegar à decisão continental.
O desafio é inédito na história do clube na competição: nunca o Fluminense precisou vencer como visitante para reverter uma derrota sofrida em casa em um confronto eliminatório da Libertadores. Agora, a equipe comandada por Luis Zubeldía terá de superar não apenas a desvantagem no placar, mas também um retrospecto pouco favorável longe do Rio de Janeiro.
Como perdeu o primeiro jogo por um gol de diferença, uma vitória simples do Tricolor levará a decisão para os pênaltis. Para garantir a classificação diretamente, será necessário vencer por pelo menos dois gols de vantagem. Já um empate ou uma nova derrota dará a vaga ao Palmeiras.
Retrospecto fora de casa preocupa
Em 20 partidas como visitante em confrontos eliminatórios da Libertadores, o Fluminense conquistou apenas cinco vitórias, além de seis empates e nove derrotas. O histórico mostra como será difícil buscar a classificação diante da equipe paulista.
Em apenas duas dessas vitórias, o Tricolor conseguiu vencer por dois gols de diferença fora de casa, resultado que garantiria a classificação direta neste confronto. Os triunfos foram contra o Cerro Porteño, por 2 a 0, nas oitavas de final de 2021, e diante do Olimpia, por 3 a 1, nas quartas de final de 2023.
A última vitória do Fluminense como visitante em um mata-mata da Libertadores aconteceu em 2023, quando derrotou o Internacional por 2 a 1, em Porto Alegre, pela semifinal. Desde então, o time perdeu para Grêmio e Atlético-MG, em 2024, e para o Platense nesta edição, além de empatar com o Independiente Rivadavia.
Viradas do passado servem de inspiração
Apesar das dificuldades, o Fluminense já mostrou que pode reagir em confrontos decisivos. Em cinco ocasiões anteriores, o clube perdeu o jogo de ida como visitante e conseguiu a classificação em três delas.
Em 2008, nas quartas de final, o Tricolor perdeu por 1 a 0 para o São Paulo no Morumbi, mas venceu por 3 a 1 no Maracanã e avançou. Em 2013, diante do Emelec, perdeu por 2 a 1 no Equador e conseguiu a vaga após vencer por 2 a 0 no Rio de Janeiro.
O exemplo mais recente aconteceu em 2024, contra o Grêmio. Depois de perder por 2 a 1 em Porto Alegre, o Fluminense devolveu o placar no Rio e venceu a disputa por pênaltis por 5 a 4, com destaque para o goleiro Fábio.
Também há lembranças dolorosas. Em 2012, o clube foi eliminado pelo Boca Juniors após perder por 1 a 0 na Argentina e empatar por 1 a 1 no Brasil. Na final de 2008, contra a LDU, o Fluminense venceu por 3 a 1 no Maracanã, depois de perder por 4 a 2 em Quito, mas acabou derrotado nos pênaltis.
Palmeiras também joga a favor do histórico
Outro fator que aumenta o desafio tricolor é o retrospecto do Palmeiras sob o comando de Abel Ferreira. Segundo o levantamento divulgado pelo jornal O Dia, o treinador português acumulava nove classificações consecutivas em confrontos eliminatórios da Libertadores após vencer o primeiro jogo.
A última eliminação do Palmeiras nessa situação ocorreu em 2019, quando o Grêmio perdeu por 1 a 0 em Porto Alegre, venceu por 2 a 1 em São Paulo e avançou pelo critério do gol marcado fora de casa, utilizado naquele período.
Diante desse cenário, o Fluminense precisará fazer uma partida consistente para continuar na disputa pelo título. A equipe terá de transformar a pressão em desempenho dentro de campo e buscar um resultado que mantenha viva a possibilidade de conquistar mais uma vez a América.




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