Publicidade

AVC em mulheres: fatores de risco pouco conhecidos aumentam o perigo

Alterações hormonais, gravidez, menopausa e doenças como diabetes e enxaqueca com aura podem elevar o risco de acidente vascular cerebral e dificultar o diagnóstico.


AVC em mulheres: fatores de risco pouco conhecidos aumentam o perigo Foto: Reprodução Internet

O acidente vascular cerebral (AVC), popularmente conhecido como derrame, pode apresentar riscos específicos para as mulheres, que nem sempre são identificados durante consultas médicas. Alterações hormonais ao longo da vida, condições relacionadas à gravidez e doenças associadas à saúde reprodutiva estão entre os fatores que merecem atenção.

O tema foi discutido durante o Congresso Brasileiro de Neurologia, realizado em outubro, pela neurologista Letícia Januzi de Almeida Rocha, do Hospital Universitário da Universidade Federal de Alagoas e vice-presidente da Sociedade Brasileira de AVC. Segundo a especialista, os sintomas também podem se manifestar de maneira menos característica nas mulheres, com sinais como fraqueza generalizada, confusão mental e dor de cabeça, o que pode atrasar a procura por atendimento.

Cada fase da vida feminina apresenta particularidades que devem ser consideradas na avaliação do risco vascular. A primeira menstruação muito precoce ou tardia pode funcionar como um sinal de alerta. Já o uso de contraceptivos com doses elevadas de estrogênio exige atenção especial quando existem outros fatores de risco, como tabagismo, hipertensão e enxaqueca com aura.

A gravidez também merece acompanhamento cuidadoso. As mudanças no funcionamento do organismo durante esse período podem revelar vulnerabilidades metabólicas e cardiovasculares. A médica descreveu a gestação como um “teste de estresse metabólico”, especialmente no terceiro trimestre. Histórico de pré-eclâmpsia, diabetes gestacional, insuficiência placentária e parto prematuro estão entre as condições que podem estar associadas a um risco maior de problemas vasculares no futuro.

Na menopausa, a redução da produção de estrogênio provoca mudanças que afetam a saúde dos vasos sanguíneos. Por isso, a avaliação médica deve considerar o histórico individual antes de qualquer decisão sobre terapia hormonal. Na velhice, o envelhecimento vascular também contribui para o aumento do risco de AVC.

Além dessas mudanças, doenças como diabetes, hipertensão e fibrilação atrial são fatores importantes. De acordo com a neurologista, evidências indicam que o diabetes pode aumentar em 27% as chances de AVC entre mulheres.

Outras condições também precisam entrar na avaliação, como a enxaqueca com aura, a síndrome dos ovários policísticos, a endometriose e a insuficiência ovariana prematura. Embora algumas estejam mais associadas à saúde reprodutiva, elas podem apresentar relações com alterações metabólicas, inflamação e maior risco cardiovascular.

A principal recomendação é que as mulheres mantenham consultas regulares e informem aos profissionais de saúde seu histórico completo, incluindo condições ginecológicas, complicações na gravidez e uso de contraceptivos. Reconhecer os fatores de risco e buscar atendimento rapidamente diante de sintomas suspeitos são medidas fundamentais para reduzir as consequências do AVC.

Publicidade



COMENTÁRIOS

Buscar

Alterar Local

Anuncie Aqui

Escolha abaixo onde deseja anunciar.

Efetue o Login

Recuperar Senha

Baixe o Nosso Aplicativo!

Tenha todas as novidades na palma da sua mão.

INSTALAR