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Tratamento de arritmias soma 300 procedimentos em hospital de Petrópolis

Serviço do Hospital Santa Teresa, iniciado em 2019, reúne 300 procedimentos e incorporou técnicas utilizadas no tratamento de distúrbios do ritmo cardíaco


Tratamento de arritmias soma 300 procedimentos em hospital de Petrópolis Foto: Divulgação

O cardiologista e arritmologista petropolitano Tayene Quintella alcançou, junto à equipe que lidera, a marca de 300 procedimentos realizados na área de arritmias cardíacas. O trabalho é desenvolvido no Hospital Santa Teresa, em Petrópolis, desde novembro de 2019, e contribuiu para ampliar o acesso a tratamentos especializados na Região Serrana do Rio de Janeiro.

Entre os procedimentos realizados estão 249 ablações cardíacas e oito oclusões percutâneas do apêndice atrial esquerdo, técnica utilizada em pacientes selecionados com fibrilação atrial para reduzir o risco de acidente vascular cerebral (AVC).

Ao longo dos últimos anos, a equipe também incorporou tecnologias como crioablação, ablação por campo pulsado (PFA) e estimulação fisiológica do sistema de condução cardíaco. Algumas dessas técnicas chegaram a Petrópolis praticamente ao mesmo tempo que a centros médicos da capital.

“Começamos em 2019, com um único caso, e logo depois enfrentamos os desafios da pandemia. Chegar aos 300 procedimentos representa muito mais do que um número. É o resultado de anos de dedicação, atualização científica e, principalmente, da confiança dos pacientes”, destaca Tayene.

A trajetória do serviço também conta com a participação do cardiologista Nélio Gomes, coordenador da Cardiologia do Hospital Santa Teresa. Há mais de duas décadas, o médico atua na incorporação de novas tecnologias e no desenvolvimento da cardiologia em Petrópolis. Sua contribuição foi importante para a estruturação e consolidação do serviço de arritmias.

A experiência acumulada tem levado Tayene Quintella a participar de procedimentos em outros estados. Recentemente, ele atuou como cirurgião orientador na implantação do primeiro marcapasso de dupla câmara sem fio de Sergipe. Também participou do primeiro estudo eletrofisiológico seguido de ablação cardíaca no Hospital São José, em Teresópolis.

A atualização científica integra as atividades da equipe. Na última semana, Tayene Quintella, Nélio Gomes e o cardiologista Felipe Kessler representaram Petrópolis e o Hospital Santa Teresa no Congresso Brasileiro e Mundial de Cardiologia, realizado no Rio de Janeiro. O encontro reuniu especialistas para discutir avanços e perspectivas da medicina cardiovascular.

“Tenho orgulho de estar à frente desse projeto, mas principalmente de saber que ele foi construído por muitas mãos. O Dr. Nélio tem uma contribuição fundamental nessa história, assim como todos os profissionais que acreditaram no projeto. Cada procedimento representa uma história e a responsabilidade de oferecer o melhor cuidado possível”, conclui Tayene.

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