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Petrópolis,16/06/2024

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Patricia Granzinoli

Os perigos ocultos nas águas represadas do Rio Grande do Sul

Foto: Fiocruz Imagens / Arquivo / OA
Os perigos ocultos nas águas represadas do Rio Grande do Sul A melhor forma de prevenção da dengue é evitar a proliferação do mosquito Aedes Aegypti, eliminando água armazenada que podem se tornar possíveis criadouros

        O Aedes aegypti, mosquito causador da dengue, encontrará um ambiente perfeito para se multiplicar rapidamente nas águas represadas do Rio Grande do Sul. Esta é a conclusão da Secretaria de Saúde daquele estado, que afirmou: “embora o inverno seja uma época de menor transmissão, com 468 municípios já infestados e o acúmulo de entulhos pós-alagamentos, precisamos manter a vigilância”.

    Em meio à caótica realidade que vivem os gaúchos, a situação se complica ainda mais pelos danos à infraestrutura causados pelos alagamentos e pela atual precariedade dos serviços básicos, como o abastecimento de água potável e a gestão de resíduos. As águas contaminadas são um vetor de doenças como a leptospirose, a hepatite A, a gastroenterite viral e bacteriana, as parasitoses intestinais, além da dengue – cuja prevenção engloba, justamente, a eliminação de focos de água parada.

Alessandro Pasqualotto, chefe do Serviço de Infectologia da Santa Casa de Porto Alegre e presidente da Sociedade Gaúcha de Infectologia, aponta que, antes mesmo das enchentes recentes, o estado gaúcho enfrentou uma epidemia sem precedentes naquela região causada pelo Aedes aegypti. Ele deixa transparecer a sua preocupação com o provável crescimento dos casos de dengue após os alagamentos, uma vez que o mosquito já estava presente no estado antes das enchentes.

O Programa Estadual de Vigilância e Controle do Aedes aegypti, por meio de sua técnica Carmem Gomes, informa que é nula a possibilidade de se manter o controle do vetor no presente momento, tendo em vista a dificuldade real de operacionalizar as ações de combate e prevenção. Carmem aproveita para reforçar as técnicas de prevenção já conhecidas: o uso contínuo de repelente nas áreas de alta infestação e a tentativa de eliminação dos criadouros.



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