Sete clubes do Brasileirão já superam limite de estrangeiros
Botafogo e Vasco lideram a lista, com 12 jogadores nascidos fora do Brasil; nova regra da CBF prevê redução gradual do limite até 2030
Foto: Matheus Lima/Vasco e Vítor Silva/Botafogo Sete clubes que disputam o Campeonato Brasileiro já possuem em seus elencos mais jogadores estrangeiros do que o novo limite definido pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF). A entidade anunciou na última segunda-feira uma redução gradual da quantidade de atletas nascidos fora do Brasil que podem ser relacionados por partida nas competições nacionais.
Atualmente, o limite é de nove estrangeiros relacionados em uma mesma partida. A partir de 2027, o número será reduzido para oito. A regra prevê uma diminuição de um jogador por temporada até chegar a cinco estrangeiros em 2030.
A mudança foi aprovada pela maioria dos clubes, com Flamengo, Bahia e Londrina votando contra. A decisão não estabelece um número máximo de estrangeiros que cada equipe pode manter no elenco, mas limita a quantidade que poderá ser relacionada para os jogos.
Com isso, os clubes que atualmente possuem grupos mais numerosos de atletas estrangeiros precisarão adaptar seus planejamentos para as próximas temporadas. As diretorias poderão manter os jogadores nos elencos, mas alguns atletas poderão ficar fora das relações de determinadas partidas por causa do limite.
Botafogo e Vasco têm os maiores números
Botafogo e Vasco aparecem no topo da lista, com 12 estrangeiros cada. No Botafogo, estão jogadores como Christian Loor, do Equador, Ferraresi, da Venezuela, Monzón e Mateo Ponte, do Uruguai, além de Hernández, da Colômbia, Medina e Montoro, da Argentina, entre outros.
O Vasco também conta com 12 atletas estrangeiros. O elenco cruz-maltino tem nomes como Cuesta, da Colômbia, Saldivia e Puma Rodríguez, do Uruguai, Sosa e Lescano, da Argentina, além de Rojas, Andrés Gómez, Colidio, Spinelli, Marino Hinestroza, Nuno Moreira e Loide Augusto.
Na sequência aparecem Athletico-PR e Fluminense, ambos com 11 jogadores estrangeiros em seus respectivos elencos.
O Athletico-PR conta com atletas como Terán e Aguirre, da Colômbia, Esquivel e Benavídez, da Argentina, além de Portilla, García, Mendoza, Vargas, Viveros e Rivaldo, entre outros.
No Fluminense, a lista inclui Freytes, da Argentina, Millán e Serna, da Colômbia, Savarino e Soteldo, da Venezuela, Terans e Canobbio, do Uruguai, além de Acosta, Matheus Reis, Castillo e Cano.
Outros clubes também terão de se adaptar
Flamengo, Grêmio e Internacional aparecem logo depois, com dez estrangeiros cada. Apesar de estarem apenas um jogador acima do limite previsto para 2027, esses clubes também precisarão considerar a redução gradual nos próximos anos.
No Flamengo, estão Rossi, da Argentina, Varela, Pulgar, De la Cruz e Arrascaeta, além de Saúl, Carrascal, Plata, Valencia e Joaquin.
O Grêmio possui nomes como Balbuena, do Paraguai, Noriega, do Peru, Villasanti, também do Paraguai, Krovinovic, da Croácia, Nardoni, da Argentina, Amuzu, de Gana, Jovane Cabral, de Cabo Verde, Enamorado, da Colômbia, Pavón e Braithwaite.
Já o Internacional tem Rochet, do Uruguai, Maripán, do Chile, Félix Torres, do Equador, Mercado, Bernabei, Aguirre e Villagra, da Argentina, além de Benjamin, Carbonero e Sanabria.
A redução do limite será aplicada gradualmente até 2030. Dessa forma, os clubes terão de considerar a nova realidade em futuras contratações e na montagem dos elencos, especialmente aqueles que possuem uma quantidade elevada de jogadores estrangeiros.
A mudança também poderá influenciar o mercado de transferências do futebol brasileiro nos próximos anos, já que as equipes precisarão equilibrar a contratação de atletas estrangeiros com o espaço disponível nas relações de cada partida.





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