Sandra de Angelis
Como será a resposta do JORNALISMO?
As informações sobre a COVID 19 vieram deformadas
Capa - Amazon
No começo de abril de 2020 eu estava encafifada com o noticiário e com as coisas que eu lia e via as pessoas dizerem. Como boa jornalista que sou, imodestamente assumida, eu "sentia" lacunas de informações nos noticiários e aquilo me arranhava o inconsciente. Mas eu não tinha tempo de checar as coisas e seguia cuidando da minha vida.
Um dia até tentei, com a querida Sylvia Jardim, montar um pool de jornalistas independentes para checarmos o que havia. Fui voto vencido, porque é claro que os colegas que se aproximaram da iniciativa vinham embatumados de ideologia, o que não seria recomendado. Eu queria uma apuração apolítica, porque era óbvio que havia uso político no contexto da pandemia.
Na Europa, os primeiros casos ocorreram em novembro de 2019, mas viriam os festejos de fim de ano, os cruzeiros italianos e os turistas ricos novos provenientes da China... Quem perderia essa arrecadação?
No Brasil, dia 05/02/2020, o Ministério da Saúde publicou um alerta sanitário, em relação ao vírus que ninguém sabia direito o que era, mas que recomendava evitar aglomerações.
Dia 12/02/2020, em São Paulo, João Dória e Fernando Haddad anunciavam, entusiasmados, o MAIOR CARNAVAL de todos os tempos. Eu, que odeio carnaval, fiquei muito desconfortável, com umas "200 pulgas atrás da orelha". O carnaval, que agora é estendido em São Paulo, se encerrou no dia 08 de março, coincidindo com as manifestações do Dia Internacional da Mulher.
Mais alguns dias e vem a explosão de casos de COVID 19 nos hospitais... dia 16/03, o mesmo governador que liberou o carnaval, decretava o "lock down" para salvar a vida dos brasileiros. Sei...
Aquela besta-fera do Bozo, zero estratégia e zero inteligência, vertia bobagens aleatórias em suas falas, dando suprimento à esquerdalha insandecida. Nenhuma oportunidade de linchá-lo moralmente foi perdida. Ele, o Bozo, apanhava porque mereceu.
Em abril, arrumando um armário, achei o livro "A historia da Gripe", que alguém me deu em 2001. Autoria do médico João Toniolo Neto, geriatra paulistano, foi patrocinado pela Roche. Em suas páginas,o autor conta que a Organização Mundial da Saúde (OMS) tem um programa de monitoramento planetário do vírus influenza há décadas. Os dados vêm de 80 institutos e laboratórios no planeta, sendo que um deles é a Fiocruz. Nos dados dessa pesquisa permanente, há um alerta de que por volta de 2018/19, haveria o risco de uma pandemia de uma variante do vírus influenza....
Detalhe que o epicentro da pandemia, segundo PESQUISA DA OMS, seria a China, por causa de contatos humanos e animais, sem higiene.
Daí eu virei no Jiraya... Estão me fazendo de trouxa. Se esse vírus era estudado desde 2001, aonde está a novidade? Por que a OMS se faz de rogada? Por que não se tomou nenhuma medida preventiva? Por que, no Brasil, não se adotou modelos de prevenção e monitoramento como o da Coreia do Sul? Por que se criou um consórcio de mídia, onde ninguém CHECA nenhuma informação, a não ser as que vêm do consórcio?
E mais algum tempo, Claudio Odri , colega das antigas, da TV Cultura, lançava o Livro "Como a pandemia mudou o jornalismo". Comprei imediatamente, pela Amazon, e sorvi cada palavra que o colega, rigoroso na checagem, havia escrito. Lavou minha alma. É hora de rever a publicação. É hora do Jornalismo se retratar com seus públicos.




COMENTÁRIOS