Lula diz acreditar na inocência de Lulinha e Marcola, mas defende investigação
Presidente afirmou que confia na versão do filho e do ex-chefe de gabinete, mas disse que ambos devem ser investigados para esclarecer as suspeitas
Foto: Carlos Elias Junior O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que acredita na inocência de seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, e de seu ex-chefe de gabinete, Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola. Ao mesmo tempo, defendeu que as investigações envolvendo os dois tenham continuidade.
A declaração foi dada em entrevista gravada para o programa Canal Livre, da Band, exibida neste domingo (27). Lula afirmou que considera Marcola inocente e disse acreditar que seu filho também não tenha cometido irregularidades. Segundo o presidente, porém, a investigação é necessária para esclarecer os fatos.
Marcola admitiu ter recebido dinheiro da empresária e lobista Roberta Luchsinger, que prestou serviços para Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. Segundo o ex-chefe de gabinete, o valor recebido teria sido um empréstimo pessoal.
Lulinha, por sua vez, é investigado pela Polícia Federal por suspeita de tráfico de influência no governo, em uma apuração que envolve sua relação com Roberta Luchsinger. O caso está entre as investigações conduzidas pela PF e possui informações sob sigilo.
Durante a entrevista, Lula questionou as declarações atribuídas à lobista e afirmou duvidar que seu filho tenha mantido contato direto com autoridades do governo para tratar de interesses relacionados às investigações.
Sobre Marcola, o presidente afirmou que o ex-assessor manteve uma relação de lealdade durante o período em que trabalhou com ele. Lula também disse que o recebimento do dinheiro, por si só, não caracterizaria corrupção, destacando a versão apresentada pelo ex-chefe de gabinete de que se tratou de um empréstimo.
Em declaração anterior, durante uma sabatina em agosto, Lula havia afirmado que considerava inadequado o recebimento de recursos por Marcola e que a relação com a lobista gerava suspeitas e desconfiança. Na ocasião, também disse que não protegeria o filho caso fosse comprovada alguma irregularidade.
As investigações continuam em andamento, e os envolvidos ainda não foram condenados pelos fatos mencionados.





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