De quase titular a fora da Seleção: Luiz Henrique perde espaço após Copa e vive momento de incerteza
Atacante chegou ao Mundial entre os mais utilizados por Ancelotti, terminou a competição no banco, ficou fora dos primeiros amistosos pós-Copa e ainda viu negociações para deixar o Zenit não avançarem
Foto: Rafael Ribeiro / CBF Poucos meses foram suficientes para Luiz Henrique passar de candidato a uma vaga no ataque da Seleção Brasileira a um nome fora das primeiras convocações após a Copa do Mundo. O atacante chegou aos Estados Unidos com espaço importante no grupo de Carlo Ancelotti, mas perdeu terreno durante o próprio Mundial e ainda não conseguiu recuperar o prestígio que tinha antes da competição.
O cenário chama atenção principalmente pelo espaço que o jogador havia conquistado antes da Copa. Luiz Henrique estava entre os atletas mais utilizados por Ancelotti nos primeiros meses do treinador à frente do Brasil. Foram sete participações nos 12 jogos anteriores ao Mundial, presença que colocava o atacante entre os nomes frequentes da Seleção e alimentava até mesmo a possibilidade de conquistar uma vaga entre os titulares.
A expectativa era de que a Copa pudesse consolidar esse crescimento. Luiz Henrique desembarcou nos Estados Unidos como uma espécie de 12º jogador do Brasil e uma das primeiras alternativas para mudanças no setor ofensivo. Na prática, porém, o Mundial representou o início de uma rápida perda de espaço.
Sua única participação aconteceu justamente na estreia contra Marrocos. O atacante entrou aos 15 minutos do segundo tempo e permaneceu em campo até o fim da partida, mas teve atuação discreta. Depois disso, não voltou a ser utilizado por Ancelotti durante a competição.
A situação chamou ainda mais atenção porque o Brasil enfrentou problemas justamente no setor em que Luiz Henrique poderia ser utilizado. Mesmo com desfalques e mudanças no ataque, o treinador preferiu procurar outras soluções. Rayan ganhou espaço, aproveitou as oportunidades e passou a oferecer características valorizadas pela comissão técnica, principalmente na recomposição defensiva e na capacidade de atuar aberto pelo lado do campo.
Luiz Henrique, por sua vez, permaneceu no banco. A perda de espaço ficou ainda mais evidente na eliminação para a Noruega, quando Ancelotti optou por deslocar Endrick para a ponta direita para acomodar Neymar no ataque. Mesmo diante da necessidade de modificar o setor, o treinador novamente não recorreu ao jogador do Zenit.
Assim, o atacante que chegou à Copa discutindo uma possível presença entre os titulares terminou o torneio praticamente sem espaço. A eliminação brasileira encerrou também um Mundial muito diferente daquele que Luiz Henrique poderia imaginar quando desembarcou nos Estados Unidos.
O período depois da Copa também não trouxe uma mudança de cenário. Nas primeiras convocações para os amistosos da Seleção, Luiz Henrique sequer foi lembrado por Ancelotti. A ausência ganhou peso justamente pelo histórico recente do atacante, que poucos meses antes aparecia regularmente nas listas e estava entre os jogadores mais utilizados pelo treinador.
A concorrência também se tornou maior. Outros atacantes passaram a receber oportunidades e nomes que aproveitaram as chances durante o Mundial ganharam terreno. Para Luiz Henrique, a disputa deixou de ser por minutos ou por uma vaga entre os titulares. O primeiro desafio agora é voltar a aparecer entre os convocados.
A situação no mercado de transferências também contribuiu para um período de incerteza na carreira. Luiz Henrique esteve envolvido em possibilidades de negociação para deixar o Zenit, mas as tratativas não chegaram a um desfecho. Uma transferência poderia representar uma oportunidade de buscar novos ares, maior projeção e, consequentemente, recuperar espaço no radar da comissão técnica da Seleção. Com as negociações frustradas, o atacante permaneceu no futebol russo.
O momento contrasta com a ascensão que levou Luiz Henrique até a Copa. Depois de se destacar no Botafogo e ganhar espaço na Seleção, o atacante parecia caminhar para se consolidar como uma das opções importantes do ciclo de Ancelotti. Em poucos meses, porém, a situação mudou completamente.
Hoje, Luiz Henrique precisa reconstruir o caminho que já havia percorrido. A presença praticamente constante nas convocações deu lugar à necessidade de voltar a chamar a atenção da comissão técnica. Outros jogadores aproveitaram as oportunidades, a concorrência aumentou e os primeiros compromissos depois da Copa aconteceram sem sua presença.
De postulante a uma vaga de titular a ausente das primeiras listas após o Mundial, Luiz Henrique vive um dos momentos mais delicados desde que chegou à Seleção. O desempenho pelo Zenit passa a ser ainda mais importante para tentar recuperar terreno. Se antes da Copa a discussão era sobre quanto espaço ele teria com Ancelotti, agora a principal questão é quando conseguirá novamente uma oportunidade de vestir a camisa do Brasil.





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