Vini Jr. assume pênalti pela Seleção e mostra postura diferente após frustração na Copa de 2022
Atacante chamou a responsabilidade na vitória sobre a Austrália e marcou de pênalti em momento que ganha peso diante do histórico recente do Brasil
Foto: EFE/EPA/DARREN ENGLAND Vinicius Júnior assumiu uma responsabilidade importante na vitória do Brasil por 4 a 2 sobre a Austrália, nesta terça-feira (29), em Brisbane. O atacante cobrou o pênalti que resultou no quarto gol brasileiro e voltou a marcar pela Seleção em um lance que vai além do placar do amistoso: Vini começa a ocupar um papel cada vez mais protagonista também nos momentos de maior pressão.
A cobrança chama atenção especialmente quando colocada em perspectiva com a última Copa do Mundo. No Catar, em 2022, Vinicius Júnior deixou o campo aos 19 minutos do segundo tempo na partida contra a Croácia, pelas quartas de final. Sem o atacante em campo, o confronto terminou empatado em 1 a 1 após a prorrogação e foi decidido nos pênaltis.
O Brasil acabou eliminado por 4 a 2 nas cobranças. Rodrygo e Marquinhos desperdiçaram suas tentativas, enquanto Neymar, escalado para cobrar o quinto pênalti brasileiro, sequer teve a oportunidade de bater.
Quatro anos depois, às vésperas de mais uma Copa do Mundo, a imagem de Vini Jr. caminhando para a marca da cal e assumindo uma cobrança pela Seleção ganha um significado diferente. Hoje mais experiente e consolidado entre os principais nomes brasileiros, o atacante passa a ser também uma das referências de uma equipe que busca jogadores preparados para assumir decisões em momentos de pressão.
A escolha para a cobrança contra a Austrália, porém, não estava inicialmente prevista. Raphinha era o primeiro batedor e Bruno Guimarães aparecia como segunda opção. Carlo Ancelotti explicou que decidiu entregar a cobrança a Vinicius porque Bruno já havia marcado na partida.
“Bruno já havia marcado um gol. O batedor de pênalti era o Raphinha, que bateu o primeiro. O segundo era Bruno, mas o Bruno já tinha marcado o gol. Então, acho que o Vini merecia marcar um gol. Bateu o pênalti, bateu bem e marcou”, explicou Ancelotti.
O próprio Vinicius revelou que, antes da cobrança, chegou a oferecer a bola para Bruno Guimarães. O meio-campista, no entanto, entendeu o momento vivido pelo companheiro e deixou que o camisa do Real Madrid assumisse a responsabilidade.
“O Bruno é o que bate pênalti para nós quando o Rapha não está. Eu achei que ele queria bater, mas ele sabe que eu estou precisando de um pouco de confiança. Tinha alguns jogos que eu não fazia gol. É importante voltar a marcar”, afirmou Vini Jr.
A cobrança também acontece em um momento no qual Ancelotti busca aumentar a confiança do atacante. O treinador reconheceu que Vinicius ainda não atravessa sua melhor fase, mas reforçou que considera o jogador fundamental para o presente e o futuro da Seleção.
“Eu o conheço muito bem. Ele é um jogador fundamental para a seleção, um jogador fundamental para o Brasil, um jogador fundamental na minha história futebolística e vai ser um jogador fundamental para o futuro”, declarou.
Com a Copa do Mundo de 2026 se aproximando, a discussão não passa apenas por quem será oficialmente o cobrador de pênaltis do Brasil. Para uma Seleção que viu sua última participação em Mundial terminar justamente nas penalidades, ter seus principais jogadores preparados para assumir esse tipo de responsabilidade pode fazer diferença.
Contra a Austrália, Vini Jr. pegou a bola, foi para a cobrança e marcou. Ainda que em um amistoso, foi mais um passo para um jogador que chega ao novo ciclo de Copa com uma responsabilidade muito maior do que aquela que carregava no Catar.
A Seleção Brasileira volta a campo no próximo sábado (3), contra a Índia, às 11h (de Brasília), no Estádio Salt Lake, em Calcutá.





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