TRE-MG vai apurar uso de celular por Zema dentro da cabine de votação
Presidente do tribunal classificou o episódio como uma “sucessão de equívocos” e destacou que a prática é proibida pela legislação eleitoral.
Paulo Pinto/Agência Brasil O Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) vai apurar o uso de um celular pelo candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo) dentro da cabine de votação. O caso ocorreu durante a votação deste domingo (4).
Segundo o presidente do TRE-MG, Carlos Henrique Perpétuo Braga, a situação será analisada pela Justiça Eleitoral. Ele afirmou que os mesários receberam orientações para impedir que eleitores entrem na cabine com aparelhos eletrônicos e classificou o episódio como uma “sucessão de equívocos”.
“Vamos apurar os fatos e, uma vez apurados pelo juiz eleitoral, isso chegando ao nosso conhecimento do tribunal, nós tomaremos as providências”, afirmou o presidente durante coletiva de imprensa.
Carlos Henrique também destacou que o uso de celulares dentro da cabine de votação é proibido e pode configurar crime eleitoral. De acordo com ele, a legislação prevê inclusive possibilidade de pena de detenção.
Após votar, Zema afirmou que entrou na cabine com o aparelho porque não teria sido orientado a deixá-lo antes de registrar o voto. O candidato disse ainda que não fotografou a urna nem utilizou o celular para interferir no processo de votação.
“Eu ando com o celular o dia todo. Ele é quase como se fosse um dedo. Ninguém me lembrou ali e eu fui votar normalmente”, declarou.
A proibição está prevista no artigo 91-A da Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997), que impede o eleitor de portar celular, máquina fotográfica ou filmadora dentro da cabine de votação. A legislação busca preservar o sigilo do voto.




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