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Brasil deve crescer menos que América Latina em 2026, aponta Banco Mundial

Banco Mundial projeta avanço de 2,1% para a economia brasileira, abaixo da média de 2,2% esperada para a América Latina e o Caribe


Brasil deve crescer menos que América Latina em 2026, aponta Banco Mundial Foto: Divulgação

O Brasil deve encerrar 2026 com crescimento econômico de 2,1%, segundo projeção divulgada pelo Banco Mundial na última terça-feira (6). O resultado coloca o país ligeiramente abaixo da média estimada para a América Latina e o Caribe, de 2,2% neste ano. A previsão também representa uma desaceleração em relação ao crescimento de 2,4% registrado pela região em 2025.

Apesar de ter elevado a estimativa para o Brasil, que anteriormente era de 1,9%, o Banco Mundial aponta que a economia brasileira continua enfrentando dificuldades para acelerar o ritmo de expansão. Para a instituição, os juros elevados, a incerteza em relação às políticas econômicas e a redução do impulso dos investimentos públicos estão entre os fatores que limitam a atividade.

As condições monetárias mais restritivas têm impacto direto sobre o crédito, o consumo e os investimentos. Ao mesmo tempo, o mercado de trabalho ainda forte ajuda a sustentar parte da atividade econômica, mas não é suficiente para colocar o Brasil acima da média regional.

Brasil e México, duas das maiores economias da América Latina, aparecem entre os países com crescimento próximo ou abaixo da média regional. O México tem previsão de expansão de 1,4% em 2026, enquanto o Brasil deve avançar 2,1%.

Enquanto isso, Paraguai e El Salvador estão entre os países com maiores taxas de crescimento previstas. O Paraguai deve crescer 4,7%, enquanto El Salvador tem projeção de alta de 4,5%. Segundo o Banco Mundial, os dois países vêm sendo favorecidos por melhorias nas condições de segurança, consolidação fiscal e aumento dos investimentos privados.

A Argentina também aparece em destaque, com previsão de crescimento de 2,1% em 2026. Embora o resultado represente uma desaceleração diante dos 4,5% registrados no ano passado, o país deve completar três anos consecutivos de expansão entre 2025 e 2027, algo que não acontecia há quase duas décadas.

O Banco Mundial relaciona esse desempenho ao ajuste das contas públicas, às reformas tributárias e a uma economia mais aberta.

Para a América Latina e o Caribe, o crescimento projetado de 2,2% ainda é considerado moderado. A instituição alerta que um ritmo econômico baixo limita a capacidade da região de avançar na redução da pobreza e da informalidade.

Outro ponto de atenção está relacionado ao clima. O Banco Mundial aponta o fenômeno El Niño como um risco para a atividade econômica, principalmente por seus possíveis efeitos sobre a agricultura e a geração de energia hidrelétrica. Secas mais intensas podem prejudicar a produção e o abastecimento, enquanto períodos de chuvas excessivas também podem provocar perdas econômicas.

A volatilidade dos preços da energia também aparece entre os principais riscos para a inflação. Caso os preços permaneçam elevados, os bancos centrais podem manter os juros em níveis altos por mais tempo, dificultando a expansão do crédito e dos investimentos.

Para o Brasil, a projeção de 2,1% para 2026 representa uma melhora em relação à estimativa anterior do Banco Mundial, mas ainda coloca o país abaixo da média de crescimento esperada para a região. Para 2027, a instituição reduziu a previsão de expansão brasileira de 2% para 1,7%, enquanto para 2028 a estimativa foi elevada de 2,2% para 2,3%.

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