Câncer de mama: tratamento também exige cuidados especiais com a pele
Quimioterapia, radioterapia e outras terapias podem provocar alterações na pele e afetar a autoestima das pacientes
Foto: Freepik O tratamento contra o câncer de mama pode provocar mudanças no corpo que vão muito além da queda dos cabelos. Durante algumas etapas da terapia, a pele também pode ser afetada, apresentando ressecamento, vermelhidão, coceira, descamação, sensibilidade e alterações na pigmentação. Por isso, os cuidados dermatológicos também fazem parte da atenção à saúde das pacientes.
Durante esse período, a rotina de cuidados com a pele precisa ser adaptada de acordo com o tratamento realizado e com as necessidades de cada paciente. A recomendação é priorizar uma rotina mais simples, com hidratação e proteção, evitando produtos ou procedimentos que possam aumentar a irritação.
A radioterapia realizada na região da mama, por exemplo, pode deixar a pele mais sensível, avermelhada ou escurecida, além de provocar ressecamento e descamação. Por isso, a introdução de novos cosméticos, ácidos ou outros ativos deve ser feita somente com orientação profissional, principalmente durante as fases mais intensas do tratamento.
A discussão sobre os impactos do câncer de mama na aparência e na autoestima também ganhou espaço com relatos de mulheres conhecidas do público. A atriz Olivia Munn, diagnosticada com a doença em 2023, compartilhou sua experiência com o diagnóstico, as cirurgias e as transformações provocadas pelo tratamento, incluindo o processo de reconstrução da própria imagem.
O cuidado com a pele também pode contribuir para que a paciente retome gradualmente a relação com o próprio corpo durante ou após o tratamento. “Existe uma mulher que quer voltar a se reconhecer no espelho. Cuidar da pele e da autoestima pode fazer parte dessa retomada, sempre respeitando o momento clínico e as orientações do oncologista”, afirma a especialista.
Durante o Outubro Rosa, o alerta não se limita à prevenção e ao diagnóstico precoce. A campanha também reforça a importância de olhar para a mulher de forma integral, incluindo os efeitos físicos e emocionais provocados pelo tratamento. Nesse processo, os cuidados com a pele, o bem-estar e a autoestima podem fazer parte da recuperação e da retomada da qualidade de vida.




COMENTÁRIOS