Contrato do Maracanã vira alvo de críticas após sucessivas negativas ao Vasco
Pedrinho questiona acordo que prevê quatro jogos por ano ao clube e promete rever concessão administrada por Flamengo e Fluminense
Foto: João Gabriel Alves/Vasco O contrato de utilização do Maracanã voltou ao centro da discussão no futebol carioca após o Vasco acumular negativas para atuar no estádio mesmo tendo, segundo o presidente Pedrinho, direito previsto em acordo firmado com Flamengo e Fluminense. O dirigente afirmou que pretende rever a situação da concessão e aumentou o tom das críticas à forma como o estádio vem sendo administrado pelo consórcio.
O acordo firmado entre Vasco, Flamengo e Fluminense estabelece que os clássicos cariocas sejam disputados no Maracanã durante 2025 e 2026 e também prevê quatro partidas por ano para o Vasco, além desses confrontos. Na avaliação de Pedrinho, porém, o direito previsto no documento não vem sendo exercido na prática da maneira esperada pelo clube.
“Se o Vasco passou um período sem representatividade e isso está incomodando, vai incomodar muito mais, inclusive com relação ao consórcio do Maracanã, com a licitação. Eu vou rever isso”, afirmou o presidente.
A principal reclamação do Vasco é que o clube precisa deixar São Januário em determinadas partidas por questões de segurança e, quando busca o Maracanã como alternativa, encontra dificuldades para obter autorização. Pedrinho considera que essa combinação acaba prejudicando o clube, que perde a possibilidade de exercer plenamente o mando de campo.
Em 2026, quatro pedidos do Vasco para utilizar o Maracanã foram negados, nos jogos contra Vitória, Palmeiras, Santa Fe e Boca Juniors. O caso envolvendo o Boca Juniors ganhou ainda mais repercussão porque o confronto, pela semifinal da Copa Sul-Americana, exige um estádio com capacidade adequada, enquanto São Januário não atende às exigências para essa fase da competição.
Pedrinho também questionou os argumentos utilizados para justificar algumas das negativas, principalmente aqueles relacionados à preservação do gramado. O presidente lembrou que o Vasco conseguiu utilizar o estádio na final da Copa do Brasil de 2025, contra o Corinthians, em uma partida realizada no fim da temporada.
A situação alimentou críticas à maneira como um dos principais estádios do país é administrado e ao equilíbrio estabelecido pelo contrato entre os clubes. Embora Flamengo e Fluminense sejam os responsáveis pela gestão do consórcio, o Vasco também possui direitos de utilização previstos no acordo, o que tornou a relação cada vez mais marcada por questionamentos e disputas.
Para Pedrinho, o problema não se resume à escolha de um estádio para uma partida. O presidente entende que o Vasco precisa recuperar espaço institucional e questionar situações que, na visão do clube, limitam sua capacidade de exercer seus direitos.
“Por que eu tenho casa e não tenho direito de rever? Vou rever, sim, senhor”, declarou Pedrinho, deixando claro que a disputa pelo Maracanã deve continuar além do confronto contra o Boca Juniors e pode abrir uma discussão mais ampla sobre a atual concessão e sobre as regras de utilização do estádio.




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