Depois do granizo, agricultores de Petrópolis ganham apoio para recomeçar
Financiamento emergencial busca ajudar produtores que perderam parte da produção com a chuva de granizo registrada em setembro.
Foto: Reprodução Para muitos agricultores de Petrópolis, a chuva de granizo que atingiu a cidade em setembro não terminou quando as pedras de gelo pararam de cair. Os prejuízos permaneceram nas plantações e passaram a fazer parte da rotina de produtores que agora precisam encontrar maneiras de recuperar o que foi perdido e voltar a produzir. Diante desse cenário, agricultores afetados poderão ter acesso a financiamentos emergenciais por meio da Linha Cultivar Orgânico.
O temporal provocou uma queda significativa na produção de hortaliças e trouxe preocupação para produtores, trabalhadores e parceiros que dependem diretamente da atividade rural. Além das perdas imediatas nas plantações, o setor enfrenta dificuldades para se recuperar no curto e médio prazo, já que o agricultor precisa de recursos para preparar novamente a terra, adquirir insumos e iniciar um novo ciclo de cultivo.
A autorização para conceder o crédito partiu da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária, Pesca, Abastecimento e Desenvolvimento do Interior, por meio do Programa Especial de Fomento Agropecuário e Tecnológico (PEFATE). A iniciativa busca oferecer uma alternativa para que os produtores atingidos consigam atravessar o período de dificuldades e reconstruir gradualmente sua produção.
A medida ganha ainda mais importância porque a olericultura é uma das atividades de maior peso na economia rural do estado do Rio de Janeiro. A produção de hortaliças tem forte presença nas regiões Serrana, Metropolitana e Centro-Sul, onde as condições climáticas favorecem o cultivo. Ao todo, o setor envolve cerca de 18 mil produtores, muitos deles agricultores familiares que dependem diretamente das lavouras para garantir a renda de suas famílias.
Entre as culturas de maior destaque estão alface, couve, couve-flor e brócolis. Somente a alface responde por aproximadamente 40% da produção estadual e 25% do faturamento do segmento. Juntas, essas quatro culturas representam cerca de 65% da produção e 63% do faturamento das hortaliças folhosas.
Os números ajudam a mostrar o tamanho da importância desse trabalho para a economia e também para o dia a dia de milhares de famílias. Quando uma lavoura é atingida por uma chuva forte, o impacto vai muito além da perda das verduras que estavam prontas para a colheita. O produtor também perde tempo, investimento e parte da renda que esperava obter nas semanas seguintes.
Para ter acesso ao financiamento, os agricultores precisarão passar por uma análise prévia e apresentar um Plano Técnico Simples, que será elaborado pela Emater-Rio. O documento servirá para avaliar a situação e orientar a utilização dos recursos necessários para a retomada da produção.
Também será preciso comprovar a propriedade do imóvel ou apresentar documentação que confirme a posse e a exploração da área. Essa comprovação poderá ser emitida pela Emater-Rio, pelo Sindicato Rural de Petrópolis, pelo Departamento de Agricultura, Agropecuária e Produção do município e por confrontantes.
A expectativa é que o crédito emergencial ajude os agricultores atingidos pelo granizo a recuperar suas plantações e manter uma atividade que tem papel importante na economia rural de Petrópolis. Para quem vive da terra, o apoio representa mais do que um financiamento: é uma oportunidade de recomeçar depois de uma perda que chegou de forma inesperada.




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