Homem é preso com veículo clonado anunciado em rede social por R$ 10 mil
O veículo, um Honda HR-V branco, teria sido comprado por apenas R$ 10 mil após uma negociação iniciada por meio de um anúncio publicado em uma rede social
Um homem foi preso em flagrante nesta quarta-feira (7), em Tomás Coelho, na Zona Norte do Rio de Janeiro, após ser encontrado com um carro de luxo clonado avaliado em aproximadamente R$ 150 mil. O veículo, um Honda HR-V branco, teria sido comprado por apenas R$ 10 mil após uma negociação iniciada por meio de um anúncio publicado em uma rede social.
Segundo a Polícia Civil, o suspeito contou aos agentes da Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis da Capital (DRFA-CAP) que pagou o valor integralmente em dinheiro. Durante a abordagem, ele teria reconhecido que sabia que o preço do veículo estava muito abaixo do valor de mercado.
O HR-V foi encaminhado para perícia, que confirmou irregularidades nos sinais identificadores. A placa utilizada era inidônea e as gravações do chassi e do motor haviam sido adulteradas por meio de remarcação. Os peritos conseguiram recuperar a verdadeira identificação do automóvel.
O homem foi autuado em flagrante por conduzir veículo com sinais identificadores adulterados. A Polícia Civil continua as investigações para identificar outras pessoas envolvidas na negociação e esclarecer a origem do carro.
Investigação sobre anúncios de veículos roubados
A localização do veículo faz parte de uma investigação da DRFA-CAP sobre perfis em redes sociais que anunciam carros de luxo roubados por valores muito abaixo do preço de mercado.
Segundo o delegado Thiago Neves, titular da especializada, alguns desses perfis possuem milhares de seguidores e permanecem ativos por períodos curtos, geralmente entre 30 e 60 dias. Após a solicitação de preservação de dados feita pela polícia, as plataformas bloqueiam inicialmente as contas e, posteriormente, realizam o banimento.
Ainda de acordo com o delegado, os dados cadastrais utilizados pelos responsáveis pelos perfis incluem e-mails falsos ou registrados em nome de terceiros, inclusive de pessoas que moram em outros estados. Em alguns casos, essas pessoas não sabem que seus dados estão sendo utilizados e não possuem qualquer relação com a organização criminosa investigada.
A Polícia Civil também identificou o uso de números de telefone de terceiros como chaves para transferências via Pix. As investigações seguem para identificar os responsáveis pelos anúncios e esclarecer a atuação do grupo.




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