TSE determina suspensão de site que oferecia criptomoedas por publicações favoráveis a Flávio Bolsonaro
Decisão da ministra Estela Aranha ocorreu após denúncia da campanha de Lula, que questionou a distribuição de ativos virtuais em troca de divulgação política nas redes sociais
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou, na última sexta-feira (9), a suspensão de um site que oferecia criptomoedas a usuários que publicassem conteúdos favoráveis ao candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL). A decisão foi tomada pela ministra Estela Aranha, que entendeu que a oferta de vantagens econômicas durante o período eleitoral exige atenção da Justiça Eleitoral.
O caso chegou ao tribunal após uma denúncia apresentada pela coligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição. A campanha encaminhou a representação à Procuradoria-Geral Eleitoral, questionando a distribuição de ativos virtuais em troca de publicações de apoio político.
A existência da plataforma foi divulgada nesta semana pelo jornal Folha de S.Paulo. A iniciativa previa a oferta de criptomoedas a usuários que compartilhassem conteúdos favoráveis a Flávio Bolsonaro, vinculando a obtenção dos ativos digitais à divulgação de mensagens de caráter político.
Ao analisar o caso, a ministra Estela Aranha considerou que a oferta de benefícios econômicos em troca de publicações eleitorais poderia comprometer a regularidade da disputa. Com isso, determinou a suspensão da página.
Após a repercussão do episódio, a campanha de Flávio Bolsonaro afirmou desconhecer quem criou o site. Também informou que pretende adotar medidas judiciais nas esferas eleitoral, cível e criminal para retirar a página do ar.
O candidato ainda negou ter contratado perfis para divulgar conteúdos ou produtos relacionados à campanha.
A decisão do TSE ocorre em meio à discussão sobre o uso de plataformas digitais, incentivos financeiros e estratégias de divulgação nas eleições. A atuação da Justiça Eleitoral busca garantir que as regras da disputa sejam respeitadas, especialmente diante de iniciativas que associam benefícios econômicos à promoção de candidaturas.




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