Adolescente relata agressão física e ofensas racistas dentro de ônibus em Petrópolis
Caso aconteceu em um coletivo da linha 150, no Terminal de Corrêas; vítima procurou a polícia acompanhada da mãe e faz um alerta sobre a importância de denunciar situações de violência.
Foto: Reprodução Internet Uma menina relata ter sido agredida fisicamente e vítima de ofensas racistas dentro de um ônibus da linha 150, após embarcar no Terminal de Corrêas, em Petrópolis. Segundo o relato, o episódio começou quando ela tentou ocupar um assento no fundo do coletivo, ao lado de duas amigas.
O lugar estava ocupado por uma garrafa de água e uma bolsa deixadas sobre o banco por outra passageira. Ao pedir licença para se sentar, a menina afirma que foi ignorada. Na segunda tentativa, a situação teria se transformado em uma discussão, com gritos e ofensas. Ao retirar a garrafa do assento para conseguir se acomodar, ela relata ter recebido um soco no braço.
Diante da agressão, a menina procurou o motorista e pediu ajuda. Quando ele foi até a parte traseira do ônibus para entender o que havia acontecido, uma segunda passageira também teria começado a discutir com ela. De acordo com o relato, a primeira mulher se levantou e avançou novamente em sua direção, levando a menina a tentar se defender.
Enquanto aguardava a chegada à rodoviária do Bingen, onde a situação seria encaminhada, a menina afirma que continuou sendo alvo de ofensas. Entre as expressões relatadas estão insultos racistas e comentários depreciativos relacionados à sua aparência e à sua suposta falta de higiene.
Após chegar ao terminal, ela recebeu a ajuda da mãe, e as duas acionaram a polícia. Em seguida, foram encaminhadas à 105ª Delegacia de Polícia para relatar o ocorrido. Segundo a menina, foi informada de que seria necessário dar andamento ao procedimento para que a outra envolvida fosse intimada e prestasse depoimento. Ela afirma que deixou a unidade sem receber documentos e sem uma previsão de prazo para os próximos passos.
O caso serve de alerta para a importância de combater tanto a violência física quanto o racismo em espaços públicos. Situações como essa não devem ser tratadas como simples desentendimentos quando envolvem agressões e ofensas discriminatórias. Quem passa por episódios semelhantes pode buscar ajuda, registrar o ocorrido e procurar orientação sobre os procedimentos legais disponíveis.
O relato também reforça a importância de que testemunhas e responsáveis pelo atendimento de ocorrências ajudem a preservar a segurança das pessoas envolvidas, sem desencorajar a busca por ajuda ou a denúncia. A violência e o racismo precisam ser enfrentados com seriedade, respeito e responsabilidade.




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