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Galeão terá R$ 1 bilhão em investimentos e ganhará voos para mais 30 destinos

Aportes privados incluem hotel internacional, centro de testes da BYD, hangar de manutenção da Gol e novos galpões logísticos. Aeroporto também terá melhorias na infraestrutura e busca ampliar a oferta de voos nacionais e internacionais.


Galeão terá R$ 1 bilhão em investimentos e ganhará voos para mais 30 destinos Foto: Fabiano Rocha/Agência O Globo

O Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro, deve receber cerca de R$ 1 bilhão em investimentos privados nos próximos três anos. A previsão é de novos empreendimentos nas áreas de hotelaria, logística e manutenção de aeronaves, além da ampliação das conexões aéreas, com voos para mais 30 destinos. A expectativa é que os projetos contribuam para a geração de aproximadamente 3.860 empregos.

Os investimentos foram anunciados durante um evento realizado nesta terça-feira (13), que marcou o início da gestão da Aena, empresa espanhola que assumiu a administração do terminal em 6 de outubro. A concessionária pretende fortalecer o Galeão como uma das principais portas de entrada do Brasil e ampliar sua participação no mercado de voos internacionais.

Entre os projetos previstos está a construção de um hotel de bandeira internacional, com investimento de R$ 90 milhões. Inicialmente, serão 232 quartos, com possibilidade de expansão para até 426. O empreendimento será operado pela bUP.

Outro destaque é o centro de testes da montadora BYD, que receberá R$ 300 milhões e ocupará uma área de 184 mil metros quadrados, com previsão de criar 1.200 empregos. A Gol também anunciou a construção de um hangar de manutenção de aeronaves de 56 mil metros quadrados, com investimento de R$ 100 milhões e estimativa de 800 postos de trabalho.

Na área de logística, a Hire Capital planeja construir um galpão de 120 mil metros quadrados para locação, com aporte de R$ 430 milhões. A empresa também vai ampliar uma estrutura já existente, que passará de 22 mil para 40 mil metros quadrados, com investimento adicional de R$ 54 milhões.

Mais voos e melhorias para os passageiros

A ampliação da malha aérea é outra aposta para impulsionar o Galeão. A previsão inclui novas rotas, aumento de frequências e retomada de voos sazonais para 30 destinos, sendo 12 internacionais. Entre as cidades citadas estão Nova York, Dallas, Salta, Lima, Toronto e Montreal. Também está prevista a ampliação da oferta de voos para destinos como Paris, Miami, Lisboa e Frankfurt.

Segundo Santiago Yuz, diretor-presidente da Aena Brasil, a empresa também pretende atrair novas companhias aéreas, incluindo empresas de baixo custo, além de ampliar as operações de transporte de cargas.

O aeroporto recebeu 17,5 milhões de passageiros em 2025 e deve encerrar 2026 com cerca de 19 milhões. Apesar do crescimento, o terminal ainda tem parte significativa de sua capacidade disponível: pode receber até 37 milhões de passageiros por ano.

A Aena também prevê melhorias na infraestrutura e nos equipamentos do aeroporto, com mudanças que deverão começar a ser percebidas pelos passageiros no início de 2027. Entre os pontos mencionados estão elevadores, banheiros e sistemas de climatização. O volume dos investimentos diretos da concessionária, porém, ainda não foi definido.

Integração com outros aeroportos

Uma das estratégias da nova gestão será aproveitar a rede de 18 aeroportos administrados pela Aena no Brasil para estimular conexões entre voos nacionais e internacionais. A empresa acredita que essa integração pode facilitar a criação de novas rotas e tornar o Galeão mais atrativo para as companhias aéreas.

O presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Tiago Faierstein, destacou a importância da recuperação do aeroporto para o setor aéreo brasileiro. Já o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé França, afirmou que a operação do Galeão e do Santos Dumont continuará sendo coordenada, com redução gradual das restrições de passageiros previstas para o aeroporto central, conforme o acordo firmado com o Tribunal de Contas da União (TCU).

O ministro também informou que não há, neste momento, estudos em andamento para uma nova licitação do Santos Dumont. Enquanto isso, o governo busca atrair companhias aéreas de baixo custo para ampliar o acesso da população às viagens de avião.

Com os novos empreendimentos, a expansão das rotas e as melhorias previstas, a expectativa é que o Galeão amplie sua movimentação, gere empregos e fortaleça a posição do Rio de Janeiro como um importante polo de conexões aéreas no país.

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