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Trump retira tarifa de 50% sobre produtos do Canadá

Decisão beneficia itens como madeira, papel, máquinas e equipamentos de refrigeração e ocorre após pressão de senadora republicana


Trump retira tarifa de 50% sobre produtos do Canadá Foto: AFP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou uma ordem que retira a tarifa de 50% aplicada a alguns produtos agrícolas e florestais importados do Canadá. A medida deve aliviar os custos para empresas e produtores americanos que dependem de mercadorias canadenses que, em muitos casos, não possuem substitutos nacionais com preços competitivos.

Entre os produtos que deixarão de pagar a tarifa estão alguns tipos de madeira compensada, papel, máquinas, equipamentos de refrigeração, caixas e embalagens utilizadas no transporte de mercadorias. A Casa Branca também informou que determinados tipos de válvulas, carpetes, resíduos e outros produtos passarão a fazer parte da lista de itens beneficiados pela mudança.

A decisão veio depois de uma pressão da senadora republicana Susan Collins, do Maine, que pediu ao governo uma revisão das tarifas que vinham afetando agricultores e empresas de seu estado. Segundo a parlamentar, produtores de mirtilo, batata, maçã e algas marinhas dependem de equipamentos, materiais e outros produtos vindos do Canadá para manter suas atividades.

As tarifas de 50% haviam sido impostas por Trump em agosto, depois que as negociações comerciais entre os dois países não avançaram. Desde então, Estados Unidos e Canadá vivem um novo momento de tensão comercial, com medidas de retaliação e negociações em busca de um acordo.

Na sexta-feira, Trump afirmou que o Canadá está trabalhando para chegar a um entendimento com os Estados Unidos. A relação comercial entre os dois países tem peso especialmente grande para estados americanos próximos à fronteira, como Maine e Michigan, que dependem de produtos canadenses em setores como agricultura, indústria automotiva e produção de madeira.

A disputa também ganhou importância no cenário político americano. Os republicanos enfrentam uma disputa acirrada por votos independentes nesses estados e precisam manter apoio em regiões que têm forte ligação econômica com o Canadá. As eleições para o Senado estão marcadas para 3 de novembro.

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