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Problemas no transporte público dificultam deslocamento de eleitores em várias cidades durante o segundo turno

Em Salvador, cerca de 75 ônibus foram impedidos de sair das garagens durante a manhã


Problemas no transporte público dificultam deslocamento de eleitores em várias cidades durante o segundo turno Foto: Reprodução

Eleitores de diferentes regiões do Brasil enfrentaram dificuldades para chegar aos locais de votação neste domingo (25), durante o segundo turno das eleições de 2026. Os relatos incluem redução da frota de ônibus, atrasos, filas, veículos que não pararam nos pontos e cobranças de passagens em cidades onde havia previsão de gratuidade.

Em Petrópolis, moradores denunciaram a redução da circulação de ônibus da TURP e atrasos superiores a uma hora no Terminal de Corrêas. Segundo a União da Juventude Socialista (UJS) de Petrópolis e a vereadora Professora Lívia (PCdoB), a situação provocou filas e dificultou o deslocamento de eleitores até os locais de votação.

A vereadora afirmou ter recebido denúncias ainda pela manhã e pediu a apuração do caso. Ela também levantou suspeitas de possível interferência no exercício do voto, alegando que Corrêas concentra eleitores favoráveis ao candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT). As declarações representam uma suspeita que depende de investigação e não comprovam, por si só, a existência de irregularidades.

Na Bahia, em Salvador, a situação levou o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-BA) a determinar a prisão em flagrante do secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza, após problemas na circulação de ônibus durante a votação. O secretário estava em Paris, na França, para participar de compromissos institucionais, segundo informações divulgadas pela prefeitura.

Cerca de 75 ônibus foram impedidos de sair das garagens durante a manhã. A Secretaria Municipal de Mobilidade alegou que os veículos tinham adesivos com o número de votação de um candidato à Presidência. Diante das dificuldades enfrentadas pelos eleitores, o TRE-BA determinou o restabelecimento imediato da frota e estabeleceu multa de R$ 1 milhão por hora em caso de descumprimento da decisão. O tribunal também encaminhou o caso às autoridades competentes para apuração de possíveis crimes eleitorais. A determinação de prisão, porém, não significa que ela tenha sido efetivamente cumprida.

Em São Paulo, a Justiça Eleitoral determinou que a prefeitura e a SPTrans mantivessem 100% da frota municipal em circulação, após questionamentos sobre a operação de ônibus durante o segundo turno.

Na Paraíba, o Ministério Público estadual recebeu 30 denúncias até o meio da tarde, relacionadas a problemas no transporte público. Entre as reclamações estavam a falta de gratuidade nos ônibus intermunicipais e a ausência de paradas nos pontos. Em João Pessoa, passageiros também relataram atrasos e dificuldades para conseguir viagens para municípios do interior.

Além dessas localidades, eleitores relataram dificuldades em cidades como Maceió, Belém, Recife, Teresina e São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro.

Diante dos relatos, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, reconheceu que eleitores enfrentavam dificuldades de transporte em algumas localidades e afirmou que os problemas estavam sendo corrigidos.

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