Teatro Experimental Petropolitano comemora 70 anos com espetáculo especial no Teatro Imperial
Apresentação acontece nesta quinta-feira (29) e reúne cenas históricas, documentário e homenagem a Shirley Meirelles dos Santos, que dedicou décadas à companhia
Divulgação O Teatro Experimental Petropolitano (TEP) celebra sete décadas de história com uma apresentação especial nesta quinta-feira (29), às 20h, no Teatro Imperial, no Centro de Petrópolis. O espetáculo contará com a exibição de um documentário sobre a trajetória da companhia e a encenação de sete trechos de montagens que marcaram sua história. A programação também prestará uma homenagem a Shirley Meirelles dos Santos, que dedicou cerca de 50 anos ao grupo.
Fundado em 1956, o TEP surgiu da união de artistas de diferentes grupos teatrais da cidade. A iniciativa foi idealizada por Paulo Gomes dos Santos e Ernesto Pereira, após a inauguração do antigo Teatro Santa Cecília, espaço que atualmente abriga o Teatro Imperial.
A primeira montagem da companhia foi a peça "A Canção dos Indigentes", de Reynaldo Heitor de Souza, que retratava a vida de Santa Isabel da Turíngia. O espetáculo estreou em maio de 1956 e teve dez apresentações com ingressos esgotados. Toda a renda arrecadada foi destinada a instituições de assistência social.
Ao longo das décadas, o grupo se consolidou como uma referência cultural em Petrópolis, apresentando espetáculos como "O Santo Milagroso", "Um Tigre no Banheiro", "A Noite de Teresa Cibalena" e "Transas, Troças, Tragédias e Trombadas".
A companhia também conquistou reconhecimento em festivais. Entre os destaques estão "A Galinha Borralheira", premiada como melhor espetáculo no Festival de Teatro de Saquarema, e "A Noite de Teresa Cibalena", vencedora do Festival de Niterói em 1988.
Além das apresentações, o TEP desenvolveu atividades de formação artística, oficinas, leituras dramatizadas e projetos voltados ao público infantil. Entre 2006 e 2020, a peça "Foi o Macaco" foi encenada aproximadamente cem vezes, passando por escolas e diferentes localidades de Petrópolis.
Memória e homenagem
A celebração dos 70 anos também busca preservar a memória do teatro petropolitano. Joaquim Eloy Duarte dos Santos, um dos nomes ligados à fundação do grupo, mantém um acervo com mais de três mil fotografias, vídeos, documentos e registros de apresentações realizadas desde 1956.
Para o espetáculo comemorativo, cerca de 20 artistas e profissionais de diferentes gerações foram reunidos. A proposta é revisitar produções históricas, com a participação de integrantes que fizeram parte das montagens originais, sempre que possível.
Um dos momentos da noite será dedicado à memória de Shirley Meirelles dos Santos, falecida em 2025. Integrante da companhia desde 1958, ela teve atuação fundamental na produção de figurinos, cenários e caracterizações, contribuindo por décadas para a realização dos espetáculos.
A escolha do Teatro Imperial também carrega um significado simbólico. Foi naquele espaço, anteriormente conhecido como Teatro Santa Cecília, que o grupo realizou sua primeira apresentação, há 70 anos.
Após a comemoração, o TEP pretende ampliar suas atividades e retomar a produção regular de espetáculos, com a meta de realizar uma nova montagem por ano.




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