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Ponto da Comunicação

O risco do faça você mesmo no marketing das pequenas empresas

A falta de planejamento e profissionalismo pode transformar a comunicação em perda de tempo e dinheiro

Foto: Freepik
O risco do faça você mesmo no marketing das pequenas empresas

Volta e meia me deparo com empresários que chegam até mim dizendo que resolveram cuidar sozinhos da divulgação da empresa. Alguns até me falam com orgulho: “Eu mesmo faço as artes, posto nas redes sociais e isso já resolve”. Sempre que ouço esse tipo de fala, penso no quanto o faça você mesmo no marketing pode parecer uma economia, mas, na prática, acaba custando muito mais caro.

A comunicação é estratégica, não pode ser tratada como improviso. Já vi negócios promissores perderem força porque o dono decidiu criar sozinho suas campanhas, sem qualquer planejamento ou orientação profissional. O resultado quase sempre é um material sem identidade, sem narrativa e sem conexão real com o público. Em vez de reforçar a marca, esse tipo de ação transmite amadorismo.

Outro ponto que costumo destacar é que estar presente nas redes sociais não significa estar bem-posicionado. Curtidas e visualizações não são sinônimo de clientes, e muito menos de reputação. Quando falo isso, alguns até se assustam, porque acreditam que quantidade de likes é igual a sucesso. Mas comunicação vai muito além disso: é sobre consistência, propósito e alinhamento de discurso.

Também vejo muita confusão entre os papéis da publicidade, da assessoria de imprensa e das redes sociais. Não são a mesma coisa. Cada uma tem sua função, e quando bem articuladas funcionam como engrenagens de uma máquina que gera resultados consistentes. Tratar tudo como se fosse uma única coisa é um dos maiores equívocos que encontro no dia a dia.

E há ainda o tempo perdido. Sempre digo que enquanto o empresário tenta ser designer, criador de conteúdo e estrategista ao mesmo tempo, ele deixa de fazer aquilo que realmente domina: tocar o próprio negócio. Comunicação exige técnica, estudo e dedicação. Não é algo que se aprende em um tutorial rápido no YouTube.

Muitos acreditam que esse improviso é inofensivo, mas eu afirmo: compromete sim a credibilidade da marca. Se a empresa não comunica com profissionalismo, como esperar que o cliente a veja como referência? O público é cada vez mais exigente, e qualquer deslize pode afastar oportunidades.

É claro que investir em comunicação envolve custos, mas insisto: não é gasto, é investimento. Com planejamento, estratégia e profissionais qualificados, os resultados aparecem de forma sólida. O barato do faça você mesmo pode sair caro quando o que está em jogo é a imagem da empresa.

Tenho visto pequenas empresas com enorme potencial perderem espaço justamente por confundir improviso com estratégia. E também já vi outras crescerem de maneira consistente porque entenderam a importância de delegar essa função a quem realmente entende do assunto.

Por isso, sempre que me perguntam se vale a pena arriscar, respondo sem hesitar: improvisar pode até render alguns likes, mas dificilmente gera resultados duradouros. Já a comunicação planejada e bem executada é capaz de transformar marcas, abrir portas e criar oportunidades que nenhum atalho seria capaz de oferecer.

No fim das contas, não é sobre postar por postar. É sobre construir uma narrativa que fortaleça a empresa e faça diferença na vida do público que ela quer alcançar. E isso, definitivamente, não se faz sozinho.

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✒️ Alessandro Marques

Jornalista, assessor de imprensa e consultor em comunicação estratégica. Há mais de15 anos ajuda pequenas e médias empresas a converter reputação em resultado financeiro.

🔗https://www.linkedin.com/in/alessandrosmarques/



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