Iphan participa de seminário nacional sobre patrimônio católico, no Rio de Janeiro
Presidente do Instituto ministrou palestra destacando as ações em parceria com a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e no âmbito do Novo PAC

Nesta quinta-feira (28), o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) participou do seminário nacional “Patrimônio Cultural Católico no Brasil: desafios e alternativas de financiamento”, realizado na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), na Gávea (RJ).
O seminário reuniu gestores públicos, representantes da Igreja e pesquisadores para debater caminhos e soluções que assegurem a continuidade da preservação desse patrimônio, fundamental para a cultura do Brasil.
O presidente do Iphan, Leandro Grass, ministrou o painel “O Papel do Iphan e da CNBB na defesa do Patrimônio Cultural da Igreja Católica no Brasil”, destacando a atuação do Instituto na valorização e preservação do patrimônio cultural católico em todo o país.
Durante sua fala, Grass ressaltou as ações do Novo PAC voltadas à preservação de bens religiosos tombados, que até 2026 destinarão R$158,4 milhões para investimentos em patrimônio católico. O presidente lembrou ainda que, em julho de 2025, foi assinado um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) entre o Iphan e a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).
O acordo prevê a realização de ações conjuntas para a preservação, conservação e valorização do patrimônio histórico, artístico e cultural da Igreja Católica de natureza material. Entre os compromissos assumidos, estão o desenvolvimento de estudos, a criação de mecanismos de corresponsabilidade e o fortalecimento de alternativas de financiamento fomentadas tanto pela CNBB quanto pelo Iphan.
Grass também destacou a importância da atuação integrada do Iphan em todo o território nacional e da parceria com outros órgãos públicos para garantir a preservação de igrejas históricas. “Muitas vezes a Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros têm um papel fundamental. Precisamos construir essa aproximação e estabelecer uma rotina de cooperação que exige muito diálogo entre a Igreja, o Iphan e a sociedade”, afirmou o presidente.
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