O futuro das novas masculinidades: livro reúne 29 autores em busca de transformação e pluralidade
O lançamento oficial acontece na próxima terça-feira, 9 de setembro, às 18h, na Cafeteria Sant’Anna, localizada na Rua 16 de Março, 341
Foto: Divulgação Com prefácio da empresária Luiza Helena Trajano, o livro O Futuro das Novas Masculinidades: uma descoberta social, política, econômica e cultural chega ao público como uma obra coletiva que pretende provocar, inspirar e abrir novos caminhos de reflexão sobre o papel dos homens e das masculinidades em uma sociedade em constante transformação. Publicado pela editora BOC, o projeto reúne 29 autores de diferentes áreas, formações e vivências, que analisam de forma abrangente temas como saúde, infância, política, economia, racismo, etarismo, LGBTfobia e as relações no ambiente corporativo.
Com prefácio da empresária Luiza Helena Trajano, a obra mergulha em experiências diversas de gênero, sexualidade e etnia, dando voz a perspectivas múltiplas e complementares. Os autores, cada um a partir de sua expertise, propõem uma jornada que vai da crítica às estruturas tradicionais até a construção de novos referenciais baseados em empatia, acolhimento e responsabilidade social.
Entre os colaboradores, destaque para Cid Paz Vieira Filho, petropolitano, psicólogo, orientador parental, bacharel em direito e graduando em filosofia. Pai da Manuela e da Laura, casado, escritor e palestrante, Cid é colunista do Portal Raízes e coautor de livros como Pai Presente e Bússola Familiar. Em seu capítulo, ele analisa a desconstrução do papel tradicional masculino — centrado na autoridade e na provisão material — em direção a modelos mais afetivos e corresponsáveis, destacando a importância da figura paterna no desenvolvimento emocional e social infantil, bem como o impacto positivo da paternidade ativa na formação de vínculos saudáveis e na promoção da equidade de gênero. Essa inserção regionaliza a obra, aproximando leitores de Petrópolis e reforçando o diálogo local sobre masculinidades.

Cid Paz Vieira Filho - Foto: Divulgação
O livro é um chamado para repensar modelos cristalizados que, por séculos, moldaram a forma de ser homem. Mais do que um diagnóstico, a proposta é contribuir para um futuro no qual as masculinidades possam se expressar de maneira mais consciente, plural e afetiva. Nesse sentido, a publicação se coloca como ferramenta de transformação, estimulando debates políticos, culturais e reflexões pessoais que tocam a vida cotidiana de homens, mulheres e pessoas de todas as identidades.
As falas de alguns colaboradores reforçam a potência do projeto. Luiza Helena Trajano lembra que “repensar a masculinidade não é um ataque aos homens, é um chamado ao reencontro consigo mesmos, à construção de relações mais livres, afetivas e humanas”. Para a autora Terezinha Silvestre Salamanca, “a masculinidade que queremos é aquela que constrói pontes de empatia, respeito e igualdade, não muros de dominação e silêncio”. O escritor Mauricio Maruo chama atenção para os desafios atuais: “estamos terceirizando a formação da masculinidade dos nossos filhos para máquinas, e ainda não percebemos o risco disso”. Já Niltinho Ricardo traz a perspectiva racial para o centro da discussão: “ser homem preto no Brasil é uma travessia: entre silêncios que gritam e afetos que resistem.”
O lançamento oficial acontece na próxima terça-feira, 9 de setembro, às 18h, na Cafeteria Sant’Anna, localizada na Rua 16 de Março, 341, em Petrópolis, RJ. O evento contará com sessão de autógrafos e será uma oportunidade de encontro entre autores, leitores e convidados, em um espaço de diálogo aberto e acolhedor.
Mais do que um livro, O Futuro das Novas Masculinidades se apresenta como um movimento que questiona velhas estruturas e aponta caminhos para uma sociedade mais justa e igualitária. Ao reunir tantas vozes distintas em um mesmo projeto, a obra reafirma a importância da diversidade e convida o leitor a participar de um processo crítico e, ao mesmo tempo, esperançoso: o de imaginar e construir um futuro em que masculinidades sejam sinônimo de cuidado, liberdade e humanidade.





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