Brasil Soberano 3 começa a receber pedidos de empréstimos de empresas
Terceira fase do programa disponibiliza R$ 22,6 bilhões em crédito para empresas afetadas pelo tarifaço dos Estados Unidos, conflitos internacionais e setores considerados estratégicos
Foto: Freepik Empresas brasileiras afetadas pelo tarifaço dos Estados Unidos e pelos impactos da guerra no Oriente Médio já podem solicitar financiamentos da terceira fase do Plano Brasil Soberano. O programa disponibiliza R$ 22,6 bilhões em crédito e passou a receber os pedidos de habilitação.
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) abriu o protocolo para que as empresas interessadas possam verificar se atendem aos critérios e tenham acesso às linhas de financiamento. O programa também contempla setores considerados estratégicos para a economia brasileira, como fertilizantes, minerais críticos, indústria química, farmacêutica, automotiva, têxtil e de máquinas e equipamentos.
Do total disponibilizado, R$ 13,5 bilhões são provenientes do Tesouro Nacional e R$ 9,1 bilhões correspondem a recursos do próprio BNDES. Os financiamentos poderão ser utilizados para capital de giro, compra de máquinas e equipamentos e realização de projetos de investimento.
A terceira fase amplia as medidas que vêm sendo implementadas desde 2025. O Plano Brasil Soberano foi criado inicialmente como uma resposta aos impactos provocados pelas sobretaxas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Em março de 2026, uma segunda etapa passou a contemplar também empresas afetadas pelos efeitos econômicos da guerra no Oriente Médio.
Na nova fase, o programa divide as empresas elegíveis em três grupos. O primeiro reúne exportadoras de bens e seus fornecedores que foram prejudicados pelas tarifas norte-americanas. O segundo contempla empresas de setores industriais considerados relevantes para o comércio exterior ou estratégicos para a transição para uma economia de baixo carbono. Já o terceiro grupo inclui exportadoras de bens e seus fornecedores que mantêm operações comerciais com países do Golfo Pérsico.
Entre os países incluídos estão Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos, Irã, Iraque, Kuwait e Omã.
Para empresas diretamente afetadas pelo tarifaço dos Estados Unidos ou pelos conflitos no Oriente Médio, existem critérios específicos para acesso ao crédito. Entre as exigências está a comprovação de que pelo menos 1% do faturamento tenha origem em operações comerciais com os países envolvidos.
Os empresários podem consultar a elegibilidade da empresa antes de apresentar o pedido de financiamento. As condições das operações variam conforme o porte do negócio e a finalidade dos recursos. As taxas de juros previstas ficam entre 4,3% e 17,5% ao ano.
A nova etapa do Brasil Soberano busca oferecer alternativas de financiamento para empresas que enfrentam dificuldades provocadas por mudanças no comércio internacional e por conflitos externos, além de apoiar segmentos considerados relevantes para a indústria e para a economia brasileira. Os detalhes sobre os critérios, modalidades de crédito e procedimentos para habilitação estão disponíveis nos canais oficiais do BNDES.





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