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Feijão pode chegar a R$ 12 o quilo em 2027 com redução da área plantada

Estimativa do Ibrafe aponta pressão sobre os preços diante de estoques menores e menor produção


Feijão pode chegar a R$ 12 o quilo em 2027 com redução da área plantada Sebastião Araújo/Embrapa

O preço do feijão-carioca pode chegar próximo de R$ 12 por quilo em algumas regiões do país em fevereiro de 2027, segundo uma estimativa do Instituto Brasileiro do Feijão e Pulses (Ibrafe). A projeção ocorre mesmo com as cotações já elevadas no campo e diante de sinais de redução da área plantada na safra 2026/27.

O mercado atravessa setembro em um cenário considerado incomum. O feijão está valorizado para o produtor, continua registrando altas e, ainda assim, os preços não têm sido suficientes para estimular um aumento no plantio em regiões importantes.

De acordo com Marcelo Lüders, presidente do Ibrafe, há negociações acima de R$ 310 por saca, com aumentos de R$ 10 a R$ 15 registrados em intervalos de três ou quatro dias. Segundo ele, o mercado ainda não apresenta sinais claros de estabilização.

A terceira safra, cuja colheita ocorre principalmente entre junho e agosto em diferentes regiões, normalmente aumenta a oferta e pode contribuir para a redução das cotações. Neste ano, porém, a produção chega a um mercado que já vinha registrando preços elevados.

Outro fator é a redução dos estoques. Com os preços considerados remuneradores, produtores têm optado por vender a produção em vez de mantê-la armazenada, reduzindo custos e riscos.

Com estoques menores, o mercado pode entrar nos primeiros meses de 2027 com menor disponibilidade do produto, aumentando a pressão sobre os preços pagos pelo consumidor.


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