Eduardo Bolsonaro é demitido da Polícia Federal por abandono de cargo
Reprodução/x O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro foi demitido do cargo de escrivão da Polícia Federal por abandono de cargo. A decisão do Ministério da Justiça e Segurança Pública foi assinada pelo ministro Wellington César Lima e Silva e publicada nesta segunda-feira (21) no Diário Oficial da União.
Segundo a portaria, a demissão ocorreu após Eduardo faltar ao serviço injustificadamente por mais de 30 dias consecutivos, conduta classificada como infração disciplinar de abandono de cargo.
Eduardo ingressou na Polícia Federal em 2010, após aprovação em concurso para o cargo de escrivão. Durante o período em que exerceu mandato na Câmara dos Deputados, permaneceu afastado da função policial.
Após perder o mandato parlamentar, a Polícia Federal determinou que ele retornasse ao cargo. Eduardo, porém, permaneceu nos Estados Unidos, onde vive desde fevereiro de 2025. A ausência levou à abertura de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD), concluído pela corporação em julho deste ano.
A decisão desta segunda-feira formaliza o desligamento definitivo de Eduardo dos quadros da Polícia Federal. Durante o processo, a corporação também havia determinado a devolução da carteira funcional e da arma de fogo.
A demissão ocorre após Eduardo ter perdido o mandato de deputado federal em razão do excesso de faltas e em meio a uma condenação do Supremo Tribunal Federal (STF). Em junho de 2026, a Corte o condenou a quatro anos e dois meses de prisão por coação no curso do processo, relacionada à sua atuação nos Estados Unidos contra autoridades brasileiras.





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