Mensagens de Vorcaro com menções a Gonet geram desconforto no MPF
Conselho Superior do Ministério Público Federal analisa nesta sexta-feira (25) conteúdo encontrado no celular do ex-banqueiro
Reprodução Mensagens encontradas pela Polícia Federal no celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, antigo controlador do Banco Master, provocaram surpresa e desconforto entre integrantes do Conselho Superior do Ministério Público Federal (CSMPF). O colegiado marcou para a próxima sexta-feira (25) a análise de um procedimento que envolve menções ao procurador-geral da República, Paulo Gonet.
O caso será relatado pelo subprocurador-geral da República Francisco de Assis Sanseverino. A sessão extraordinária está prevista para começar às 10h.
A análise foi motivada por uma representação apresentada por deputados do partido Novo, que questionaram a permanência de Gonet à frente das investigações relacionadas ao Banco Master. O Conselho deverá avaliar se o conteúdo encontrado no celular de Vorcaro levanta dúvidas sobre a imparcialidade do procurador-geral no caso.
Gonet já afirmou que teve apenas um encontro com Vorcaro, ocorrido em 2024, durante um evento em Londres. Segundo o procurador-geral, o contato foi breve e sem relação profissional. Ele também negou ter mantido proximidade ou interesse pessoal nos assuntos relacionados ao ex-banqueiro.
O Conselho Superior do MPF é formado por dez subprocuradores-gerais e tem Gonet como presidente. Caso os integrantes entendam que existem elementos que comprometam sua atuação no caso, poderá ser discutida a designação de outro membro do Ministério Público Federal para atuar nas investigações relacionadas a Vorcaro e ao Banco Master.
Ainda existem dúvidas sobre o rito que será adotado durante a sessão e sobre quais questões poderão ser analisadas pelo colegiado.
Pessoas próximas a Gonet, segundo relatos do analista político Teo Cury, demonstram confiança na condução do caso e avaliam que as mensagens não indicariam a prática de crime pelo procurador-geral.
A defesa de Gonet também deve considerar manifestações feitas pelo ministro André Mendonça durante uma sessão do Supremo Tribunal Federal em 15 de setembro. Na ocasião, Mendonça fez críticas à forma como informações relacionadas ao caso foram divulgadas.





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