USP mantém 2º lugar entre as melhores universidades da América Latina; Brasil tem quatro no Top 10
Ranking internacional avaliou 517 instituições de 27 países; Unicamp, UFRJ e Unesp também aparecem entre as dez primeiras colocadas
Foto: Felipe Seriacopi A Universidade de São Paulo (USP) segue entre as principais instituições de ensino superior da América Latina. Pelo segundo ano consecutivo, a universidade ocupa a segunda colocação no ranking regional elaborado pela QS Quacquarelli Symonds, ficando atrás apenas da Pontificia Universidad Católica de Chile (UC), que manteve a liderança.
O resultado divulgado nesta quinta-feira (1º) também evidencia a presença brasileira entre as universidades mais bem avaliadas da região. Das dez primeiras colocadas, quatro são do Brasil. Além da USP, a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) aparece na terceira posição, a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) ocupa o quinto lugar e a Universidade Estadual Paulista (Unesp) chegou à sexta colocação, avançando uma posição em relação à edição anterior.
A USP também obteve resultados de destaque nos critérios utilizados para elaborar o levantamento. A instituição liderou os indicadores de rede internacional de pesquisa, artigos por corpo docente e impacto na web. Além disso, alcançou a pontuação máxima nos quesitos de reputação acadêmica e reputação entre empregadores.
A lista das dez melhores universidades da América Latina é liderada pela Pontificia Universidad Católica de Chile, seguida pela USP e pela Unicamp. Na quarta colocação aparece o Tecnológico de Monterrey, do México, seguido pela UFRJ, em quinto, e pela Unesp, em sexto. A Universidad de Chile ficou na sétima posição, a Universidad de los Andes, da Colômbia, em oitavo, a Universidad Nacional Autónoma de México (UNAM), em nono, e a Universidade de Buenos Aires (UBA), da Argentina, completa o Top 10.
O Brasil também se destaca pelo número de instituições presentes no levantamento. Nesta 16ª edição, foram avaliadas e classificadas 517 universidades de 27 países latino-americanos. Desse total, 137 são brasileiras, colocando o país como o mais representado no ranking. A Colômbia aparece em seguida, com 70 instituições, enquanto o México conta com 69.
Além de ter quatro representantes entre as dez primeiras posições, o Brasil possui 12 universidades entre as 50 melhores da América Latina. Entre elas estão ainda a Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), na 13ª colocação; Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em 15º; Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), em 19º; Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em 24º; Universidade de Brasília (UnB), em 28º; Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), em 36º; e Universidade Federal do Paraná (UFPR), em 37º.
Apesar da forte presença brasileira nas primeiras colocações, o levantamento também mostra movimentações diferentes entre as instituições do país. Ao todo, 50 universidades brasileiras perderam posições em relação à edição anterior, enquanto 24 conseguiram melhorar sua colocação.
O desempenho regional da USP se soma a outros resultados alcançados pela universidade em rankings internacionais. No THE World University Ranking, a instituição apareceu pela primeira vez entre as 150 melhores universidades do mundo, chegando à 141ª posição. Já no Academic Ranking of World Universities (ARWU), elaborado pela Shanghai Ranking Consultancy, a USP ficou no grupo entre a 101ª e a 150ª colocações, sendo também a universidade ibero-americana mais bem posicionada no levantamento.
Com a manutenção da USP na segunda posição e a presença de Unicamp, UFRJ e Unesp entre as dez primeiras, o Brasil mantém uma participação expressiva entre as instituições de ensino superior mais bem avaliadas da América Latina.




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