Petrópolis registra 557 casos de SRAG entre crianças em 2026
Número corresponde a 75% das notificações da doença no município; Fiocruz alerta para aumento de casos entre crianças no estado do Rio
Foto: Freepik Petrópolis registrou 557 notificações de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) entre crianças menores de 10 anos em 2026. O número corresponde a 75% dos 749 casos registrados no município ao longo do ano, segundo dados do Sistema de Informação de Vigilância Epidemiológica da Gripe (SIVEP-Gripe).
Os números mais recentes, referentes à Semana Epidemiológica 38, entre os dias 20 e 26 de setembro, apontam 12 novos registros de SRAG entre crianças. Na semana anterior, foram contabilizados 13 casos.
O cenário chama atenção também em outras regiões do estado. O novo Boletim InfoGripe, da Fiocruz, aponta aumento de casos de SRAG entre crianças no Rio de Janeiro, colocando o estado em situação de alerta, risco ou alto risco. A elevação ocorre principalmente entre crianças de até quatro anos e está associada à circulação de vírus como o metapneumovírus e o rinovírus.
No Brasil, foram registrados 157.908 casos de SRAG em 2026. Desse total, 85.087 tiveram resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, enquanto 56.799 apresentaram resultado negativo e cerca de 7.090 ainda aguardavam confirmação laboratorial.
Entre os casos positivos registrados no país ao longo do ano, o vírus sincicial respiratório (VSR) foi responsável por 40,4%, seguido pelo rinovírus, com 32,1%. A influenza A respondeu por 16,4% dos casos, a influenza B por 5,5% e o coronavírus responsável pela Covid-19 por 3,8%.
Nas últimas semanas, o cenário nacional apresentou mudanças. Segundo o boletim, os casos de SRAG vinham apresentando queda nas seis semanas anteriores, mas passaram a registrar crescimento nas últimas três semanas. No recorte das quatro semanas epidemiológicas mais recentes, o rinovírus foi predominante entre os casos positivos, com 52,4%, seguido pelo VSR, com 18,1%.
A influenza B representou 6,7% dos casos, enquanto a Covid-19 correspondeu a 4% e a influenza A a 3,2%.
De acordo com Tatiana Portella, pesquisadora do Boletim InfoGripe, os registros de SRAG associados à Covid-19 continuam em nível baixo. Já os casos relacionados à influenza B apresentam crescimento em estados como Bahia e Mato Grosso, enquanto no Rio Grande do Sul há sinais de interrupção desse avanço.
O alerta reforça a importância de atenção aos sintomas respiratórios, principalmente entre crianças pequenas, que estão entre os grupos mais afetados pelas formas graves de infecções respiratórias. O acompanhamento médico é fundamental diante de sinais de agravamento, especialmente dificuldade para respirar, cansaço intenso, febre persistente ou queda no estado geral.




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