Paes questiona desistência de Garotinho e fala em 'manobra' para favorecer Ruas
Segundo Paes, a medida pode alterar o resultado da eleição para governador do Rio de Janeiro e levar Douglas Ruas (PL) à vitória ainda no primeiro turno.
Foto: Reprodução/Redes Sociais O candidato Eduardo Paes (PSD) questionou, nesta segunda-feira (5), a decisão de Anthony Garotinho (Republicanos) de desistir do recurso que discutia o registro de sua candidatura no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Segundo Paes, a medida pode alterar o resultado da eleição para governador do Rio de Janeiro e levar Douglas Ruas (PL) à vitória ainda no primeiro turno.
Garotinho recebeu 274.411 votos, o equivalente a 3,17% dos votos válidos na apuração de domingo (4). Como a candidatura foi indeferida, a Justiça Eleitoral ainda precisa definir o destino desses votos.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Paes afirmou que a desistência do recurso representa uma tentativa de impedir a realização do segundo turno. O candidato também acusou Garotinho e Ruas de fazerem um “jogo ensaiado”.
“Uma clara interferência no processo eleitoral”, afirmou Paes.
A defesa de Garotinho protocolou nesta segunda-feira um pedido de desistência do recurso ordinário eleitoral que questionava o indeferimento da candidatura. O documento foi apresentado no TSE às 14h09 e ainda precisa ser analisado pela Justiça Eleitoral.
Os advogados afirmaram que a decisão foi “livre, expressa, consciente e irretratável”. O processo é relatado pelo ministro Floriano de Azevedo Marques.
O que pode mudar na eleição
Com 100% das urnas apuradas, Douglas Ruas terminou em primeiro lugar, com 4.271.199 votos, ou 49,27% dos votos válidos. Eduardo Paes ficou em segundo, com 3.706.984 votos, equivalente a 42,76%.
Garotinho recebeu 274.411 votos, que correspondem a 3,17%.
Caso esses votos sejam retirados da base de cálculo, o total considerado para a definição dos percentuais cairia de 8.669.038 para 8.394.627 votos.
Nesse cenário, mantendo os mesmos votos dos demais candidatos, Ruas passaria a ter 50,88% dos votos, enquanto Paes ficaria com 44,16%.
Com isso, Ruas poderia ser declarado eleito no primeiro turno.
A situação, porém, ainda não está definida. A desistência apresentada pela defesa de Garotinho precisa ser analisada e formalizada pela Justiça Eleitoral. Caso os votos sejam considerados nulos, o resultado da eleição não seria alterado e Ruas e Paes disputariam o segundo turno.
Decisão sobre os votos
A candidatura de Garotinho foi indeferida pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) em razão de uma condenação por improbidade administrativa. A defesa argumenta que o período de inelegibilidade já teria terminado e recorreu ao TSE.
Na última sexta-feira (2), o ministro Floriano de Azevedo Marques havia determinado que os votos dados a Garotinho não fossem considerados. No domingo (4), porém, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, suspendeu os efeitos da decisão e determinou que os votos fossem considerados no cálculo dos percentuais até que o tribunal tome uma decisão colegiada.
Até o momento, o TSE não definiu o destino dos 274.411 votos recebidos por Garotinho nem se haverá uma nova totalização dos resultados.




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