Justiça autoriza recuperação judicial da Casas Bahia para renegociar R$ 17,3 bilhões em dívidas
Grupo terá 30 dias para apresentar documentos pendentes, e decisão poderá ser revogada caso as exigências não sejam cumpridas; plano ainda depende da aprovação dos credores
Foto: Varejo/Divulgação A Justiça de São Paulo autorizou o início da recuperação judicial do Grupo Casas Bahia e de outras nove empresas ligadas à companhia. A decisão permite que o grupo avance no processo para renegociar cerca de R$ 17,3 bilhões em dívidas e tentar reorganizar sua situação financeira sem interromper as atividades.
A autorização foi concedida pela juíza Tainá Maria Leonardo de Oliveira, da 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central Cível de São Paulo. Apesar do aval, as empresas terão 30 dias para apresentar documentos que ainda estão pendentes. Caso o prazo não seja cumprido, a decisão poderá ser revogada.
Entre as informações exigidas estão dados sobre o fluxo de caixa de 2023 de quatro empresas do grupo, projeções financeiras individuais e uma lista atualizada de credores. A magistrada avaliou que as falhas identificadas na documentação são pontuais e podem ser corrigidas ao longo do processo.
A decisão também mantém a suspensão temporária de determinadas cobranças judiciais contra as empresas, medida que busca dar fôlego ao grupo durante as negociações financeiras. A AJ Ruiz Consultoria Empresarial S/A foi nomeada administradora judicial e ficará responsável por acompanhar as atividades das companhias, fiscalizar o andamento do processo e apresentar relatórios à Justiça.
Após a publicação do edital, os credores terão 15 dias para informar eventuais dívidas que não estejam relacionadas na lista apresentada ou contestar os valores registrados. As manifestações deverão ser encaminhadas diretamente à administradora judicial.
O pedido de recuperação judicial foi apresentado pelo Grupo Casas Bahia em agosto, com o objetivo de renegociar os débitos e preservar suas operações. O mecanismo permite que empresas em dificuldades financeiras busquem acordos com credores sob supervisão judicial, enquanto continuam funcionando.
A autorização, no entanto, não significa que o plano de recuperação já tenha sido aprovado ou que a empresa tenha garantido sua reestruturação. A proposta ainda precisará ser analisada pelos credores, enquanto o grupo deverá cumprir as exigências estabelecidas pela Justiça para dar continuidade ao processo.




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