Eagle tem até este sábado para evitar diluição na SAF do Botafogo; clube social pode ficar com 99% das ações
Prazo para exercer o direito de preferência no aumento de capital termina em 24 de outubro; se a empresa de John Textor não agir, o Botafogo associativo poderá assumir as 200 milhões de novas ações
Foto: Reprodução / GETV A definição do futuro da SAF do Botafogo está próxima. Termina neste sábado (24) o prazo para a Eagle Bidco, empresa criada pelo americano John Textor e antiga acionista majoritária, exercer o direito de preferência na compra das ações emitidas no aumento de capital aprovado em Assembleia Geral Extraordinária, em setembro. Se não o fizer, a participação da Eagle será diluída, e o clube associativo passará a ter controle quase total da SAF.
Na AGE, o presidente João Paulo Magalhães Lins disse que o clube usaria o direito de preferência para comprar 51% das novas ações, o equivalente a 102 milhões das 200 milhões de ações ordinárias Classe B. No dia seguinte, o Botafogo pagou pouco mais de R$ 1 milhão por elas.
A Eagle recebeu 30 dias corridos para exercer o mesmo direito, conforme previsto no edital, e esse período acaba neste sábado. No dia da Assembleia, a Cork Gully, administradora judicial da Eagle, enviou um e-mail pedindo esclarecimentos. Houve vários contatos nas semanas seguintes, mas, até sexta-feira (23), a empresa não tinha tomado nenhuma iniciativa para adquirir as ações.
A Cork Gully estava havia meses sem falar com integrantes do clube e da SAF. O retorno após a Assembleia levantou a possibilidade de que a Eagle comprasse os 49% restantes, o que exigiria um aporte de R$ 980 mil para ficar com as outras 98 milhões de ações.
Se a Eagle não exercer o direito, haverá uma “sobra” de ações. O Botafogo associativo, que já demonstrou interesse em ficar com elas, poderá comprá-las em até cinco dias após o fim do prazo inicial, e o clube aguarda esse encerramento para seguir com o processo.
Nesse cenário, com o clube social adquirindo todas as 200 milhões de novas ações, a previsão é que o Botafogo Futebol e Regatas fique com 99,18% da SAF, e a Eagle, com apenas 0,82%.
A diluição torna o clube social o acionista majoritário e facilita a venda da SAF para a GDA Luma, do mexicano Gabriel de Alba. Com a Eagle diluída, a negociação poderia ser feita por simples transferência de ações. Se a Eagle mantivesse uma fatia maior, o clube teria de acionar o “drag along”, mecanismo que permite ao majoritário obrigar os minoritários a vender suas ações a um determinado comprador.
Dentro de campo, o Botafogo enfrenta o Internacional neste sábado, no Beira-Rio, pela 32ª rodada do Campeonato Brasileiro. O time carioca é o 11º colocado, com 39 pontos.




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