Cedae inicia obra da Estação de Tratamento de Água Novo Guandu
Na primeira fase, unidade vai produzir 7,5 mil litros de água por segundo e beneficiar 3 milhões de pessoas na Baixada e na Zona Oeste do Rio
Foto: Divulgação A Cedae inicia, esta semana, as obras de construção da Estação de Tratamento de Água (ETA) do sistema Novo Guandu, em Nova Iguaçu. Orçada em R$ 1,35 bilhão, a ETA vai produzir 7,5 mil litros de água tratada por segundo, beneficiando cerca de 3 milhões de pessoas na Baixada Fluminense e na Zona Oeste da capital. A obra, com prazo de conclusão em abril de 2030, faz parte do sistema Novo Guandu, que terá ainda o maior reservatório da Companhia, o Novo Marapicu, com capacidade de armazenar 55 milhões de litros de água.
A ETA Novo Guandu vai atuar em conjunto com a ETA Guandu, elevando a produção de água tratada para 50 mil litros por segundo e atendendo 12 milhões de pessoas na Região Metropolitana. Além da construção da ETA e do reservatório, as obras do sistema incluem duas elevatórias (uma de água bruta e outra de água tratada), uma adutora de água tratada de 3,9 quilômetros e um tronco distribuidor de 1 quilômetro. As obras do sistema, que já começaram, estão orçadas em R$ 2,5 bilhões. O Novo Guandu foi projetado para se expandir conforme as necessidades futuras. O sistema modular pode chegar a produzir até 24 mil litros por segundo, acompanhando o crescimento da população e a demanda por água.
-A construção do sistema Novo Guandu é um passo fundamental para garantir a segurança hídrica do Rio de Janeiro por mais 50 anos. Além de aumentar a produção de água e resolver um problema histórico na Baixada, a nova estação ainda serve como redundância operacional da ETA Guandu. As metrópoles se preparam para o rápido crescimento populacional e econômico. E esse avanço exige quatro pilares de segurança: hídrica, ambiental, energética e jurídica. A Cedae vai garantir essa segurança hídrica - explicou o presidente da Cedae, Rafael Rolim.
A redundância operacional é uma experiência mundial de sucesso, adotada em cidades como Los Angeles, Chicago, Nova Iorque, Paris, Londres, Pequim, Tóquio, Sydney, Toronto e Cidade do México. A estratégia de construir estações de tratamento de água interligadas, como Guandu e Novo Guandu, já é uma realidade ao redor do mundo para garantir a segurança hídrica e o atendimento contínuo à população.
-O que fazemos no Novo Guandu é um marco para a segurança hídrica do Rio de Janeiro. Uma obra gigantesca em tamanho e importância. A redundância do Novo Guandu com a atual ETA Guandu vai aumentar a capacidade de produção de água e proteger o abastecimento diante de desafios como mudanças climáticas, secas prolongadas, enchentes e até possíveis contaminações de mananciais - avaliu o diretor-técnico e de projetos da Cedae, engenheiro Humberto de Mello Filho.
Números do Sistema Novo Guandu
Volume de concreto: 213 mil m³
Sacos de cimento: 1,9 milhão (daria para construir 4 Maracanãs)
Toneladas de cimento: 92.500
Quantidade de trabalhadores: Mais de 900
Adutoras e tubulações: 5.835 m de redes
Duração do projeto: 8 anos
Volume a mais de água tratada: 20 mil litros por segundo
População atendida: 3 milhões de pessoas a mais
Valor da obra: R$ 2,5 bilhões
Maior reservatório do estado: 55 milhões de litros de água




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