Show “Oriki-Yà - Vem Saudar!” se apresenta no Sesc Nova Friburgo, exaltando a força e ancestralidade da mulher negra em repertório repleto de referências afrolatinas e composições autorais
O trio “Oriki-Yà” nasceu em 25 de julho de 2023, no Dia de Tereza de Benguela e da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, data que norteia a trajetória do grupo

“Oriki” significa “louvar, saudar, evocar” e “Yà” quer dizer “mãe, mulher”. A partir dessa força ancestral, o trio Oriki-Yà, formado por Afroflor, Patchamora e Vittória Braun, constrói um espetáculo que valoriza a contribuição histórica e musical de mulheres pretas, evocando memórias da ancestralidade preta latino-americana. Unidas pelo desejo de celebrar a multiplicidade e as sutilezas de ser mulher preta em diáspora, elas chegam com o show “Vem Saudar!” no Sesc Nova Friburgo, no dia 5 (sexta-feira), às 20h. A entrada é gratuita.
O repertório é atravessado por canções que afirmam a narrativa afro-latina no Brasil, passando por referências como Zezé Motta, Clementina de Jesus, Susana Banca, Virgínia Rodrigues, Petrona Martinez, Mayra Andrade, Dani Câmara, além de diversas composições autorais. “A gente traz canções de nossas mais velhas, que são referência, e das nossas mais novas”, ressalta Vittória Braun.
O trio “Oriki-Yà” nasceu em 25 de julho de 2023, no Dia de Tereza de Benguela e da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, data que norteia a trajetória do grupo. As três integrantes carregam origens diversas: uma criada na Zona Oeste do Rio, outra em Belém do Pará e outra em uma comunidade afro-alemã de Hamburgo. Essa pluralidade de vivências se une no palco. “Fomos cada vez mais harmonizando nossas vozes, que também trazem regiões distantes, e fomos arranjando corpo e som em uma conexão que carrega muita coisa”, conta Vittória.
Entre os momentos marcantes do show está “Samba de Tereza”, composição de Afroflor com Dudu Valdez, que conta a história de Tereza de Benguela. “Durante o momento em que cantamos essa música no show, damos um texto que saúda a Tereza e a todas nós, mulheres negras que gingaram para fazer história”, destaca.
O projeto integra o Edital Sesc Pulsar e marca um novo momento para o grupo, que nos últimos três anos construiu sua trajetória de forma independente. “Esse projeto representa pra gente a possibilidade de ampliar os caminhos do nosso trabalho. Que nossa música, através deste edital, possa continuar a inspirar e capacitar não apenas as mulheres negras, mas todas as pessoas que lutam por justiça, igualdade e liberdade”, conclui.
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