Flávio Bolsonaro admite rever fim da escala 6x1 caso seja eleito presidente
Senador decidiu apoiar proposta durante votação no Senado, mas sinalizou a empresários que poderá promover mudanças na legislação a partir de 2027
Carlos Moura/Agência Senado O candidato à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro, sinalizou a representantes do setor empresarial que poderá revisar o fim da escala de trabalho 6x1 caso seja eleito. Apesar de declarar apoio à proposta, o senador defende mudanças no modelo de jornada e considera a possibilidade de ajustes futuros.
A decisão de votar favoravelmente à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) foi anunciada na terça-feira (13), em meio à disputa eleitoral contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que tem a redução da jornada de trabalho como uma de suas principais bandeiras.
Nos bastidores, aliados de Flávio avaliam que votar contra a medida poderia provocar desgaste eleitoral, diante do apoio popular à redução da jornada. A estratégia busca evitar que o tema seja explorado exclusivamente pela campanha de Lula.
Apesar do posicionamento favorável, Flávio mantém sua preferência por uma proposta alternativa, apresentada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), que prevê a remuneração por hora trabalhada.
Possíveis mudanças a partir de 2027
A campanha do candidato do PL tem buscado tranquilizar empresários preocupados com os impactos econômicos da redução da jornada. A sinalização é de que eventuais mudanças poderão ser discutidas no próximo ano, caso Flávio assuma a Presidência.
O partido contará com a maior bancada nas duas Casas do Congresso Nacional a partir de 2027, reunindo 28 senadores e 121 deputados, cenário considerado favorável para futuras negociações legislativas.
O setor produtivo manifesta preocupação com o aumento dos custos trabalhistas, a necessidade de novas contratações e o risco de crescimento da informalidade.
Ao justificar sua decisão, Flávio afirmou que o governo deverá assumir parte dos custos provocados pela mudança.
"A gente vai votar a favor do fim da 6 por 1 e quem vai pagar essa conta vai ser o governo, porque os empresários estão sufocados, estão quebrados", declarou o senador.
O candidato também destacou que a redução da jornada poderá exigir a contratação de mais trabalhadores, mas reafirmou que seu voto seguirá a vontade da maioria da população.
A mudança de posicionamento representa uma alteração na estratégia da oposição, que anteriormente criticava a proposta pelos possíveis impactos econômicos. Agora, o grupo busca conciliar o apoio à redução da jornada com a defesa de medidas de compensação ao setor empresarial.




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