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Fim da escala 6x1: veja como funciona a jornada de trabalho em outros países

Brasil se aproxima de países que reduziram a carga horária semanal, enquanto nações como França, Bélgica e Estados Unidos adotam regras diferentes para organizar o trabalho e o descanso.


Fim da escala 6x1: veja como funciona a jornada de trabalho em outros países Foto: Freepik

A discussão sobre o fim da escala 6x1 ganhou força no Brasil e acompanha um movimento de mudanças nas regras de trabalho em diferentes partes do mundo. Com a aprovação da proposta pelo Senado, o país prevê reduzir a jornada semanal de 44 para 40 horas, garantindo dois dias de descanso por semana sem diminuição salarial. A implementação, segundo o texto aprovado, será gradual.

Na América Latina, Chile e Colômbia já reduziram o limite semanal para 42 horas em 2026. No Chile, a previsão é chegar a 40 horas em abril de 2028. Já o México aprovou uma reforma que estabelece a redução progressiva de 48 para 40 horas semanais até 2030, com as primeiras mudanças previstas para 2027.

Na Europa, as regras variam bastante. A França adota uma jornada padrão de 35 horas semanais, enquanto Bélgica, Portugal e Alemanha trabalham com referências próximas de 38 a 40 horas, dependendo da legislação, dos contratos e dos acordos coletivos. Na Bélgica, por exemplo, é possível concentrar a jornada normal em quatro dias, desde que sejam respeitadas as condições legais, sem necessariamente diminuir o total de horas trabalhadas.

Outros países seguem modelos diferentes. Nos Estados Unidos, a legislação federal prevê pagamento adicional para a maioria dos trabalhadores que ultrapassam 40 horas semanais, mas não estabelece um limite máximo geral de horas para adultos. No Reino Unido, o teto costuma ser de 48 horas semanais em média, embora trabalhadores possam concordar formalmente em ficar fora dessa regra.

Na China, a jornada padrão é de oito horas diárias e 40 semanais, com previsão de pelo menos um dia de descanso por semana. Japão, Itália, Canadá e Rússia também adotam limites e condições específicas para horas extras, folgas e distribuição da carga horária.

A experiência internacional mostra que reduzir a jornada semanal não significa, necessariamente, acabar com a escala 6x1. Em países como Chile e Colômbia, por exemplo, a legislação permite distribuir o trabalho em até seis dias. A quantidade de horas, o número de folgas e as regras para horas extras são aspectos diferentes, que dependem da legislação de cada lugar.

No Brasil, a proposta de mudança coloca em debate não apenas o tempo dedicado ao trabalho, mas também os impactos sobre a rotina dos trabalhadores, a organização das empresas e a economia. A discussão envolve a busca por mais tempo de descanso e convivência familiar, além dos desafios para adaptar diferentes setores às novas regras.

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