Zanin será relator de ação do PSD que tenta garantir segundo turno no Rio
Partido questiona exclusão dos votos de Anthony Garotinho, que resultou na vitória de Douglas Ruas no primeiro turno
Gustavo Moreno/STF O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), será o relator da ação apresentada pelo Partido Social Democrático (PSD) que busca restabelecer o segundo turno das eleições para o governo do Rio de Janeiro entre Douglas Ruas (PL) e Eduardo Paes (PSD). O processo foi distribuído por prevenção, procedimento que direciona uma nova ação ao magistrado responsável por analisar questões relacionadas ao mesmo tema.
Na ação, o PSD questiona a exclusão dos 274.411 votos recebidos por Anthony Garotinho (Republicanos) do cálculo dos votos válidos. Após a retirada, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) realizou uma nova totalização, no último sábado (10), que garantiu a vitória de Douglas Ruas no primeiro turno, com 50,88% dos votos válidos. Eduardo Paes ficou com 44,16%.
O partido argumenta que os votos destinados a um candidato que participou da disputa, mesmo considerado inelegível, devem ser considerados no cálculo para definir a necessidade de um segundo turno.
A legenda solicita uma decisão urgente para que a votação seja realizada no dia 25 de outubro. Caso não seja possível, pede que a Justiça Eleitoral estabeleça uma nova data antes da diplomação ou da posse do governador eleito.
Na petição inicial, o PSD também pediu que os ministros Nunes Marques, André Mendonça e Dias Toffoli não fossem designados para relatar o processo, por terem participado do julgamento do caso no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Zanin já havia rejeitado anteriormente um pedido da campanha de Paes para suspender a decisão da Justiça Eleitoral. Na ocasião, o ministro considerou que ainda existiam recursos disponíveis no próprio TSE.
Apesar da tentativa do partido de reverter o resultado, Eduardo Paes voltou a reconhecer publicamente a derrota nesta semana. Em uma publicação nas redes sociais, o ex-prefeito do Rio afirmou que o resultado não foi o esperado e demonstrou preocupação com os rumos da próxima gestão.
Paes já havia reconhecido a derrota em 8 de outubro, quando declarou que respeitaria a decisão judicial, embora discordasse de seus efeitos sobre a vontade dos eleitores. Na ocasião, também afirmou que acompanharia e cobraria os resultados do novo governo.




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