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Deputado Yuri Moura aciona MP para investigar listas de boicote político a estabelecimentos e pede prisão de responsáveis por crime contra a economia

Parlamentar encaminha representação ao MPRJ e ao Ministério Público do Trabalho para apurar possíveis casos de discriminação política e solicita reunião com órgãos de segurança e Justiça para discutir ameaças, intimidações e retaliações


Deputado Yuri Moura aciona MP para investigar listas de boicote político a estabelecimentos e pede prisão de responsáveis por crime contra a economia Foto: Divulgação

O deputado estadual Yuri Moura encaminhou ao Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) e ao Ministério Público do Trabalho (MPT) uma representação para investigar a circulação de listas que identificam comerciantes, empresas e profissionais por suas supostas posições político-partidárias e incentivam boicotes a seus estabelecimentos e serviços. Em Petrópolis, uma das listas que circulam nas redes sociais e em grupos de WhatsApp reúne mais de 100 nomes, incluindo restaurantes, comércios, prestadores de serviços, médicos e psicólogos que teriam votado ou apoiado o presidente Lula. 

O parlamentar também enviou o Ofício nº 237/2026, datado de 27 de outubro, à Polícia Civil, à Polícia Militar, ao MPRJ e à Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro, solicitando uma reunião interinstitucional urgente para tratar de denúncias de ameaças, intimidações, ofensas, constrangimentos, demissões e outras formas de retaliação relacionadas a opiniões e manifestações políticas.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Yuri Moura afirmou que pretende acompanhar as denúncias até o esclarecimento dos fatos e destacou os impactos que a divulgação das listas pode provocar sobre o sustento de comerciantes e trabalhadores.

“Eu sou um deputado estadual que defende a democracia. Nunca persegui ninguém por sua posição política. Sempre lutei para todo mundo poder falar o que quer, desde que não desrespeite o outro, não persiga os outros. Nossa equipe está aberta para acolher, inclusive juridicamente, quem está sofrendo com isso está intolerância.”, declarou.

O deputado também questionou a veracidade das informações atribuídas às pessoas citadas nas listas. Segundo ele, há casos de cidadãos cuja posição política não corresponde à classificação divulgada. “Uma covardia absurda, que vai direto no sustento das famílias de pessoas que trabalham e empreendem de maneira honesta e estão sendo perseguidas por suas posições políticas”, afirmou.

A representação encaminhada ao Ministério Público reúne registros de situações semelhantes em Petrópolis, Três Rios e Cachoeiras de Macacu. Entre os materiais recebidos pelo gabinete estão capturas de tela de conversas em grupos de WhatsApp e publicações que incentivam consumidores a não comprar de estabelecimentos associados ao Partido dos Trabalhadores (PT) ou a determinadas posições políticas.

O documento solicita a apuração da origem, da autoria e das circunstâncias de elaboração e divulgação das listas, além da investigação de possíveis práticas de perseguição, discriminação, intimidação e retaliação econômica. Também pede a preservação de provas digitais, a oitiva das pessoas atingidas e a adoção de medidas cabíveis caso sejam constatadas irregularidades.

A representação destaca a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (Lei nº 13.709/2018), que classifica a opinião política como dado pessoal sensível quando vinculada a uma pessoa natural identificada ou identificável. O gabinete pede que seja avaliado se houve tratamento irregular dessas informações, considerando a finalidade, a origem dos dados e as circunstâncias de sua divulgação. O documento também aponta a necessidade de examinar possíveis danos à honra, ameaças e prejuízos profissionais ou comerciais.

Segundo a representação, os registros apresentados ainda precisam ser verificados pelas autoridades. Não há, até o momento, elementos suficientes para afirmar que todas as listas tenham sido produzidas por um mesmo grupo ou que exista coordenação entre os municípios mencionados.

Reunião urgente para apurar ameaças e proteger pessoas atingidas

No Ofício nº 237/2026, Yuri Moura solicita que representantes da Polícia Civil, da Polícia Militar, do Ministério Público e da Defensoria Pública se reúnam com o mandato para analisar os relatos recebidos e discutir medidas de proteção e orientação às possíveis vítimas.

Entre os objetivos do encontro estão a criação de canais institucionais para receber e acompanhar denúncias, a avaliação de possíveis infrações penais e trabalhistas e a articulação de ações preventivas para evitar o agravamento de episódios de violência e intolerância política. O gabinete também se colocou à disposição para apresentar os registros já reunidos, com atenção à proteção da identidade das pessoas envolvidas.

“Nossa equipe já está acolhendo todo mundo, e a gente vai investigar até o final”, afirmou o deputado, ao destacar que o gabinete está reunindo informações sobre a circulação das listas e os episódios relatados.

Canais do mandato recebem denúncias

O gabinete de Yuri Moura mantém seus canais de comunicação, incluindo Instagram, Facebook e WhatsApp, abertos para receber relatos de comerciantes, profissionais e cidadãos que tenham sido citados nas listas ou possuam informações sobre sua elaboração e disseminação.

A orientação é encaminhar, sempre que possível, capturas de tela, links, mensagens e outros registros que ajudem a identificar a origem e o contexto das publicações. As informações serão organizadas pela equipe parlamentar e poderão subsidiar os encaminhamentos às autoridades.

“Eu vou investigar tudo isso até o final”, reforçou Yuri Moura.

O parlamentar defende que divergências políticas não sejam utilizadas como justificativa para ameaças, violência ou práticas ilegais de perseguição. A apuração dos fatos e a eventual responsabilização dos envolvidos dependerão da análise das provas e das providências adotadas pelos órgãos competentes.

Mais informações sobre o programa e o mandato do deputado Yuri Moura podem ser acompanhadas nas redes sociais @yurimourarj (Facebook, Instagram e YouTube) e pelo WhatsApp (24) 99955-2730.

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